Aeroporto de Manaus vai poder receber aviões super jumbos

A Agência Nacional de Aviação Civil aprovou a redução de exigências para que aeroportos recebam aviões do modelo Airbus 380 e Boeing 747-8

Das agências / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a redução de exigências para que aeroportos recebam aviões do modelo Airbus 380 e Boeing 747-8. Com a mudança, o número de aeroportos brasileiros onde essas aeronaves podem pousar sobe de 3 para 15. Com a mudança aprovada na última reunião da diretoria da agência, na terça (6), os aeroportos de Belém (PA), Brasília (DF), Cabo Frio (RJ), Confins (MG), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Viracopos (SP), Porto Alegre (RS), Petrolina (PE), Recife (PE), Natal (RN) e Salvador (BA) também poderão solicitar autorizações para operar voos com esses aviões.

Lançado em 2005, o A380 pode transportar entre 520 e 800 passageiros. Já o 747-8 e permite configurações para 400 passageiros, 500 ou até mais. Segundo a Anac, atualmente só os aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Curitiba (PR) possuem autorização para operar aeronaves de código 4F, que incluem o Airbus 380 e o Boeing 747-8. Essa autorização é excepcional e foi concedida mesmo sem que esses aeroportos cumprissem as exigências anteriores de tamanho de pista.

A Anac aprovou a redução de exigências para que aeroportos recebam aviões do modelo Airbus 380 e Boeing 747-8. (Foto: Reprodução)
 Com a mudança aprovada na última reunião da diretoria da agência, na terça (6), os aeroportos de Belém (PA), Brasília (DF), Cabo Frio (RJ), Confins (MG), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Viracopos (SP), Porto Alegre (RS), Petrolina (PE), Recife (PE), Natal (RN) e Salvador (BA) também poderão solicitar autorizações para operar voos com esses aviões.

Pela regra anterior, para receber os superjumbos o aeroporto precisava ter pista com 60 metros de largura e faixa de segurança (que fica ao final da pista e funciona como área de escape) de 150 metros de comprimento. Além disso, era necessária pista de taxiamento de 75 metros. Com a nova regra, as exigências mínimas passam a ser de 45 metros de largura de pista e 140 metros de comprimento para a faixa de segurança.

Segundo o diretor da Anac, Ricardo Fenelon, a mudança proporcionará um uso mais eficiente da infraestrutura aeroportuária e não terá impacto na segurança. “Em relação ao meio ambiente, o impacto é positivo porque evita expansões desnecessárias”, afirmou.