AM tem expectativa de vida de 72 anos, aponta IBGE

A média do Amazonas está abaixo da média nacional que é de 76 anos. A maior expectativa é a de Santa Cantarina, com 79,4 anos, e a menor, no Maranhão, de 70,9 anos

Beatriz Gomes / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Amazonas registrou a sexta menor expectativa de vida no ano passado, 72,1 anos, abaixo da média nacional de 76 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior esperança de vida ao nascer foi em Santa Cantarina (79,4 anos) e a menor, no Maranhão (70,9 anos).

Quando analisado por sexo, a mortalidade masculina é sempre superior à feminina. As mulheres do Amazonas (75,8 ano) possuem uma esperança de vida ao nascer 6,9 anos maior que a dos homens, (68,9 anos). Ambas estão abaixo da média do País que é de 79,6 anos para as mulheres e 72,5 anos para os homens.

A média do Amazonas está abaixo da média nacional que é de 76 anos. (Foto: Reinaldo Okita/Arquivo)

No entanto, a expectativa de vida dos homens em Santa Catarina (76,1 anos) é superior à das mulheres de Roraima (74,6 anos), Maranhão (74,8 anos), Rondônia (75,1 anos), Piauí (75,5 anos) e Amazonas (75,8 anos).

Considerando os extremos dos valores das expectativas entre homens e mulheres, uma recém-nascida no Estado de Santa Catarina esperaria viver em média 15,6 anos a mais que recém-nascido do sexo masculino no Piauí. “Estes fatos mostram que a mortalidade é muito diferencial entre os sexos e também ao nível regional”, aponta o IBGE.

O estudo ressalta, ainda, que os maiores diferenciais de mortalidade por sexo “refletem os altos níveis de mortalidade de jovens e adultos jovens por causas violentas, que incidem diretamente nas magnitudes das esperanças de vida ao nascer da população masculina”.

A maior diferença entre as expectativas de vida de homens e mulheres foi no Estado de Alagoas, 9,6 anos a favor das mulheres, seguido da Bahia, 9,2 anos, e Sergipe, 8,5 anos.

Idosos

A expectativa de vida de idosos com 60 e 65 anos no Amazonas é de 20,5 anos ou 16,9 anos, respectivamente. Isso significa que o indivíduo aos 60 e 65 anos viveria em média 80,5 anos e 81,9 anos.

A diminuição da mortalidade nas idades mais avançadas fez com que as probabilidades de sobrevivência entre 60 e os 80 anos de idade tivessem aumentos consideráveis entre 1980 e 2017 em todas as Unidades da Federação, chegando em alguns casos a mais que dobrarem as chances de sobrevivência entre estas duas idades.

No Amazonas, em 1980, de cada mil pessoas que chegavam aos 60 anos, apenas 310 atingiam os 80 anos. Em 2017, essa probabilidade passou para 522 pessoas, quase o dobro.

A queda da fecundidade e da mortalidade fizeram com que a média etária da população envelhecesse gradativamente.