ALE aprova reajuste de 24,91% a professores; fim da greve ainda será debatido

Após diversas negociações e manifestações da categoria, o reajuste de 24,91% foi aprovado, por unanimidade, na ALE. A decisão da revogação da greve será definida na semana que vem

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Assembleia Legislativa do Estado (ALE) aprovou, por unanimidade, na tarde desta sexta-feira (6), o reajuste salarial de 24,91% dos servidores da rede estadual de educação, proposto pelo governo. A greve dos professores, iniciada no dia 22 de março, pedia o reajuste de 35%. A decisão da revogação da greve será definida em uma assembleia, na semana que vem.

Proposta do governo foi aprovada na tarde desta sexta-feira (Foto: Stephane Simões/Divulgação)

Proposta do governo foi aprovada na tarde desta sexta-feira (Foto: Stephane Simões/Divulgação)
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou, por meio de nota, que o governador Amazonino Mendes, assinou, na manhã desta sexta-feira (6), a proposta de reajuste de 24,91% aos servidores da rede estadual de ensino. A proposta foi submetida à aprovação da Assembleia Legislativa do Estado (ALE). De acordo com a secretaria, o projeto de lei contempla os 15,53%, que serão pagos este ano, e mais 9,38% que será pago no início de 2019.

Na tarde da última quinta-feira (5), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) apresentou à categoria, em assembleia geral, uma contraproposta de correção salarial de 27,5% ainda neste ano. A contraproposta foi aprovada pelos professores.

O secretário de organização do Sinteam, Cleber Ferreira, a categoria conquistou grandes vitórias, como o pagamento das datas-bases, auxílio transporte, plano de saúde, auxílio localidade, revisão do plano de cargos, progressões e vale-alimentação. “Pelo clima, nós sentimos que chegamos num ponto de muita vitória do movimento. Nós garantimos todos os pontos que colocamos desde o início”, disse.

A decisão da revogação da greve, segundo Maia, será definida em uma assembleia, na semana que vem, onde serão apresentados os pontos votados na ALE. “O nosso ponto era o reajuste, nós estávamos com quatro datas base atrasadas, e nós vamos fechar isso em menos de um ano”, acrescentou.

A decisão da revogação da greve será definida na semana que vem (Foto: Sandro Pereira)
O coordenador administrativo da Asprom Sindical, Jamisson Maia, afirmou que a categoria, a princípio, não estava aceitando a proposta do governo, além disso, tal proposta não foi apresentada ao sindicato. Maia acredita que a proposta tenha sido apresentada somente ao Sinteam. “Nós entendemos que foi um golpe, por ser, hoje, o último dia para que o governo possa aprovar o reajuste. Sabendo que na segunda-feira não poderá mais ser concedido, eles querem nos obrigar a aceitar qualquer coisa”, ressaltou.

Greve
A greve geral dos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi decretada no dia 22 de março. A categoria começou o movimento pedindo 35% de reajuste, sendo 30% de reposição da inflação referente ao período de abril de 2014 a março de 2018, e 5% de ganho real.

No dia 28 de março, o governo do Estado se reuniu com o Sinteam e apresentou uma proposta de 14,57% de reajuste, que foi recusado pela categoria nesta segunda-feira (2). A nova proposta, apresentada na quarta-feira (4), foi menos de 1% da que foi apresentada anteriormente, oferecendo aos professores um reajuste de 15,53%, dentre outros benefícios.