Alerta do CPRM prevê que cheia de 2018 estará dentro da normalidade

Segundo o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Della Rosa, para os próximos meses, a tendência é reduzir o quadro chuvoso com expectativa de condição de normalidade

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O segundo alerta de cheia para 2018 foi divulgado, na manhã desta sexta-feira (27), pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). De acordo com a pesquisadora responsável pelo Sistema de Alerta Hidrológico do Amazonas, Luna Gripp Alves, o nível dos rios estão dentro da normalidade e a cheia, esperada para este ano, será de magnitude intermediária.

“Quando falamos em expectativa de cheia, estamos bem tranquilos esse ano para afirmar que a previsão é de uma cheia dentro da normalidade, com pouco impacto para a população”, diz a pesquisadora.

A cota do rio nesta sexta está marcando a faixa de 25,93m. Conforme o CPRM, a previsão de cheia para este ano varia entre 27,35m a 28,05m. A cota esperada é de 27,70m, 1,30m abaixo da cheia registrado, em 2017.

Segundo o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Della Rosa, para os próximos meses, a tendência é reduzir o quadro chuvoso com expectativa de condição de normalidade.

Conforme o CPRM, a previsão de cheia para este ano varia entre 27,35m a 28,05m (Foto: Sandro Pereira/Arquivo)

“Nós estamos passando pela estação seca, que é o final da estação chuvosa. Em maio, começa a transição para estação seca. Em junho e julho, serão meses mais secos. De uma certa forma, isso melhora a condição do quadro geral que nós observamos, no qual tem chovido muito no Sul, onde já começa a estação seca, e choveu muito pouco no extremo Norte, onde começa a estação chuvosa”, explica.

Apesar da expectativa dentro da normalidade, três municípios da calha do Rio Madeira estão em situação de emergência, sendo eles Apuí, Manicoré e Novo Aripuanã, um total de 4.229 famílias afetadas, conforme a Defesa Civil do Amazonas. Humaitá, Borba e Nova Olinda do Norte, na calha do Madeira, estão em estado de alerta, além de outros doze municípios, das calhas do Purus e Juruá, se encontram em estado de atenção.

Capital

Conforme o secretário executivo da Defesa Civil Municipal, Fernando Pires Jr., desde janeiro a o órgão vem fazendo um planejamento, junto a outras secretarias, para saber o número de pessoas que poderão ser afetadas pela cheia deste ano, na zona urbana e zona rural de Manaus.

“Nosso levantamentos alcança quinze bairros e mais a zona rural. Nós estamos monitorando, caso a população necessite, daremos apoio com pontes de acessos e em parceria com outros secretarias, como a de saúde e limpeza pública”, afirma.