Após paralisação de ônibus, prefeito critica rodoviários: ‘se manquem’

Arthur Neto declarou que a paralisação desta quinta-feira foi 'lastimável' e um 'pocket show'. Motoristas pararam 250 ônibus ao longo do Terminal 1 e nas ruas adjacentes, segundo informou o Sinetram

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus- O prefeito de Manaus Arthur Neto criticou, na tarde desta quinta-feira (12), os rodoviários que decidiram paralisar a circulação de ônibus durante a tarde no Centro de Manaus. “A palavra que eu dou é se manquem”, disse Arthur durante coletiva de imprensa após evento de assinatura de termo de contrato de redução do percentual de cobrança com a Eletrobras Amazonas Energia. Arthur Virgílio afirmou estar triste e decepcionado com a atitude dos rodoviários.

O prefeito de Manaus Arthur Neto criticou, na tarde desta quinta-feira (12), os rodoviários que decidiram paralisar a circulação de ônibus. (Foto: Jimmy Geber)

“Sinceramente, a palavra que eu dou é ‘se manquem’ porque se estão achando que vão eleger gente deles, não vão, isso é o caminho da derrota. Se estão achando que é correto isso, pergunte a população, pergunte aos seu vizinhos, pergunte às pessoas que estão atribuladas, perguntem se gostam disso. Então, está na hora de maturidade, tirar essa ideia da cabeça, porque o resultado da greve que fizeram foi receberem um porcento a menos no reajuste”, alegou o prefeito.

Arthur disse ainda que a paralisação é ilegal. “Eles colocaram os carros no acostamento. Greve é quando todo mundo quer, quando todo mundo quer parar, essas coisas ilegais, não avisam ninguém, não tem autorização da Justiça do Trabalho. Imagine quem está querendo voltar para sua casa, ir para sua casa, ir ao trabalho ou voltar do trabalho, é muito duro aturar isso”, afirmou.

O prefeito ainda alegou que o comportamento dos rodoviários é ‘lastimável’ e que a paralisação foi um ‘pocket show’ – uma apresentação curta. “Eu deixo o povo julgar, a minha opinião é que é um comportamento lastimável, não se casa com quem tem boas intenções e amor pela cidade de Manaus. Foi só um showzinho, um pocket show. Não sei o que eles ganham com isso, eu vejo é eles perderem. Era 6,5% de reajuste, passou para 5,5%. Jamais me recusaria a dialogar com quem quer que fosse. Duas horas de paralisação, já perderam no salário, querem perder os empregos agora?”, destacou o prefeito.

Paralisação surpresa
Motoristas pararam 250 ônibus ao longo do Terminal 1, na avenida Constantino Nery, no Centro, e nas ruas adjacentes, na tarde desta quinta-feira (12). O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), nem as empresas foram notificados sobre o movimento que durou até 16h20. As empresas ainda estão calculando o número de pessoas prejudicadas, segundo o Sinetram.

Durante a paralisação, dois ônibus, sendo um da empresa Via Verde e outro da empresa Eucatur foram depredados. A paralisação ocorreu em ônibus das 107 linhas que vem ao Centro de Manaus. Na manhã desta quinta-feira, representantes do Sindicato dos Rodoviários se reuniram na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar do pagamento do salário da categoria. As empresas pagaram 50% do salário hoje, e o restante ficou acertado para a próxima terça-feira (17).

A greve surpresa causou congestionamento e prejudicou o tráfego de veículos na área central da capital. A paralisação iniciou por volta de 15h desta quinta. Os ônibus ficaram parados dentro do T1 e em parte da Avenida Constantino Nery, até as proximidades do Olímpico Clube. Motoristas informaram que eles pretendiam parar por cerca de duas horas, alegando salário atrasado e convênio médico suspenso.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTR), Givancir Oliveira, acompanhou a movimentação. O vice-presidente do sindicato, Josenildo Silva, alegou que a ideia partiu dos próprios motoristas. Segundo a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), a situação está sendo normalizada.

** Colaborou Vitor Massulo, da Record News Manaus.