Cerca de 26 mil pessoas devem ir em barcos rumo a Parintins; aeroporto prevê 150 voos

Segundo a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, o prazo para inspeção das embarcações que farão o trajeto Manaus-Juruti encerra nesta quarta (20). Ao menos 26 mil pessoas devem deixar Manaus rumo à Ilha

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Ao menos 26 mil pessoas devem deixar Manaus, por meio de embarcações, rumo ao município de Parintins (a 369 quilômetros a leste de Manaus), de 25 de junho a 2 de julho, período pré e pós Festival Folclórico, segundo informação do capitão dos portos da Amazônia Ocidental, Welliton Lopes. Segundo ele, a Marinha está desde o dia 16 de abril com agendamento aberto para todas as embarcações interessadas em realizar o trajeto Manaus-Juruti, município do Pará, próximo a Parintins.

“No ano passado, foram feitos 152 agendamentos com 131 aprovações. Este ano, esse número saltou para 211 agendamentos e até esta segunda-feira (18), 75 embarcações tinham sido aprovadas. Pelo crescimento de embarcações, acreditamos que 26 mil pessoas deixarão Manaus rumo ao município de Parintins”, adiantou ele. Ainda no ano passado, 23 mil pessoas se deslocaram até a cidade dos bois Caprichoso e Garantido.

Lopes explicou ainda que o agendamento tem como objetivo inspecionar as embarcações e saber se elas possuem Certificados de Segurança, Borda Livre e de Arqueação. “Verificamos também se estão em dias com os Termos de Responsabilidade, Cópia da Inscrição da Embarcação, questão de material, se têm os dispositivos de combate à incêndio, se a parte de máquina está funcionando bem, se o sistema elétrico está bem cuidado, se contam com coletes para caso de um sinistro. Enfim, é uma verificação demorada”, ressaltou.

Após essa inspeção, caso seja aprovada, a embarcação receberá uma espécie de certificado para navegação. Porém, para manter a fiscalização durante todo o período do festival, a Marinha contará com três postos físicos: um no Encontro das Águas, um em Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus) e um em Parintins.

“Todas as embarcações são obrigadas a parar nesses postos para conferirmos se a quantidade de passageiros e tripulação está adequada, se os itens de segurança estão em conformidade e se os coletes estão em boas condições. É muito recorrente que para a inspeção prévia, as empresas de navegação emprestem de outras embarcações materiais de segurança. Portanto, faremos também essa fiscalização durante toda a semana”, disse Lopes.

Em caso de irregularidades, o Capitão de Mar e Guerra disponibiliza o telefone (92) 99302-5040 para denúncias (WhatsApp). “Neste número as mais diversas denúncias sobre as embarcações podem ser feitas. Contaremos com cerca de 160 pessoas trabalhando durante o festival, teremos quatro navios operando, um helicóptero, além de 12 lanchas”, revelou.

Aeroporto

Responsável por administrar o Aeroporto Júlio Belém, em Parintins, Jean Jorge espera, ao todo, 150 voos durante a semana do festival, entre chegadas e partidas. “Isso engloba os voos comerciais e da aviação em geral. Os comerciais são os realizados por companhias aéreas como Gol e MAP, por exemplo. Já os gerais, são jatos, bandeirantes ou que não sejam comercializadas passagens aéreas”, explicou ele.

O total de voos corresponde ao período de 25 de junho a 2 de julho. Jorge salientou que os trabalhos no aeroporto seguem da forma solicitada pelos órgãos fiscalizadores como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o 4º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindact 4). “Estamos trabalhando intensamente para que essa operação seja a mais segura possível, tanto ao chegar quanto ao partir”, disse. Os movimentos de decolagens e aterrizagens acontecerão a cada 30 minutos.

Ainda segundo o administrador do aeroporto, cerca de 100 pessoas estarão em serviço ao longo do período que antecede as três noites do festival e também durante todo o período da festa. “Teremos mais de 100 colaboradores trabalhando 24 horas nas operações. Isso envolve funcionários efetivos da prefeitura, temporários e de companhias aéreas, além do efetivo das empresas áreas, de rampa, do Cindacta 4, Corpo de Bombeiros Civil, Corpo de Bombeiros Militar e polícias Militar, Civil e Federal”, adiantou.

Além da fiscalização aérea, o aeroporto de Parintins contará com fiscalização no que diz respeito ao tráfico de animais silvestres e acessórios confeccionados a partir de dentes e penas naturais. “Todos os anos a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizam fiscalização em torno desse assunto para garantir a preservação de animais como araras e tucanos”, finalizou.