DPE-AM realiza mutirão para atender famílias afetadas pelas obras do Corredor Viário do Mindu

Aproximadamente 500 famílias serão afetadas pelas obras, segundo o DPE. Os atendimentos serão realizados das 8h às 15h na sede da DPEAIC, na Rua 24 de Maio, 321, Centro

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

obras do Corredor Viário do Mindu, que vai ligar a Avenida Grande Circular, zona leste da cidade, à Avenida das Torres (Foto: Arlesson Sicsú/ Arquivo)

Manaus –  A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do núcleo de Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), vai realizar, entre hoje e quarta-feira, um mutirão para atender exclusivamente as famílias que serão afetadas pelas obras do Corredor Viário do Mindu, que vai ligar a Avenida Grande Circular, zona leste da cidade, à Avenida das Torres, zona centro-sul. Aproximadamente 500 famílias serão afetadas pelas obras.

Os atendimentos serão realizados das 8h às 15h na sede da DPEAIC, na Rua 24 de Maio, 321, Centro

Atualmente, 108 famílias, que possuem casas no entorno das obras, já estão sendo assistidas pela Defensoria Pública para que recebam o valor correto pela desapropriação do imóvel  em que vivem. As famílias já assistidas também serão atendidas no mutirão para obterem informações sobre os encaminhamentos já tomados pela instituição.

A dona de casa Rosângela da Costa procurou assistência e orientação da DPE-AM em março de 2015. Ela mora há 20 anos na Rua Sabiá, 125, Comunidade de Deus, bairro São José 2, na zona leste, com o marido e o filho, mas agora no terreno de 10m² por 27m² em que eles vivem, existem duas casas de alvenaria, uma em que ela vive com o marido e, na outra, o filho deles vive com a família.

“Em 2007, o pessoal da Prefeitura veio aqui para fazer uma avaliação. Eles mediram tudo, mas naquela época só tinha uma casa de madeira com sala, cozinha e dois quartos. Agora, temos duas casas de alvenaria no terreno. A primeira avaliação, feita pela Prefeitura, atribuiu o valor de R$ 23 mil pela indenização da casa e do terreno. No dia 18 de maio, os técnicos voltaram e fizeram uma nova avaliação e ficaram de informar o resultado dessa avaliação em um mês”, informou a dona de casa.

Casos como o de Rosângela, que ainda vive na área e deverá ser removida em breve, são um dos focos do mutirão. Além desse tipo de situação, existem as pessoas que já saíram e não receberam indenização. Nesses casos, a Defensoria vai pleitear a concessão de benefícios como o pagamento do aluguel social, além do pagamento da indenização. Há, ainda, casos de pessoas que já saíram e receberam algum valor de indenização, contudo não ficaram satisfeitas.