Índice de distorção escolar tem redução de 6,4% na rede municipal de educação

De acordo com a Prefeitura, mais de 14 mil alunos da rede municipal de educação saíram da linha de ‘distorção escolar’, quando o estudante está mais de dois anos atrasado em relação ao ano de ensino

 

Prefeitura afirma que programas ajudaram a reduzir o índice (Foto: Marcio James / Semcom Divulgação)

Manaus – APrefeitura de Manaus informou que mais de 14 mil alunos da rede municipal de educação saíram da linha de ‘distorção escolar’, quando o estudante está mais de dois anos atrasado em relação ao ano de ensino. Segundo a Prefeitura, o índice foi divulgado pela coordenação do Instituto Ayrton Senna (IAS), que desenvolve os programas de correção de fluxo ‘Se Liga’ e ‘Acelera Brasil’ na rede municipal de ensino, desde 2015.

De acordo com o Executivo Municipal, desde a implantação dos programas na rede, por meio da parceria com o IAS, foi registrada a redução de 6,4% no índice de distorção idade-ano. Ao longo deste tempo, o instituto já esteve em 120 escolas com o ‘Se Liga’, que é o programa de alfabetização, para alunos que já passaram da idade de se alfabetizar e o ‘Acelera Brasil’, que atende estudantes já alfabetizados, mas que estão em distorção idade-ano. Os alunos que participam dos programas têm aula no horário normal em que estão matriculados e participam de programas de reforço, no contraturno escolar, três vezes na semana. Esse reforço é por meio do ‘Para Saber Mais’, que atende estudantes do 3º, 4º e 5º ano, e o ‘Fórmula da Vitória’, com alunos do 6º e 7º anos.

Um aluno com dois anos de distorção tem, segundo a Prefeitura, um custo de mais de R$ 5 mil para a secretaria, enquanto um aluno no ensino regular custa, aproximadamente, R$ 2,6 mil. A correção de fluxo dos 14.544 alunos, nos últimos dois anos, representou uma economia de R$ 74,9 milhões. Segundo a secretária da Semed, Kátia Schweickardt, a distorção é algo que precisa ser corrigido, visto que além do aluno ter um custo maior para rede, está em déficit de aprendizagem. “Com essa redução de 6,4% na distorção, nós conseguimos trazer para os cofres públicos uma economia de mais R$ 74 milhões, porque o aluno distorcido custa quase o dobro do aluno que está em série normal. Além disso, a correção de fluxo significa que estamos conseguindo cumprir a nossa missão de garantir uma educação de qualidade para os estudantes da rede”, disse Kátia.