Estudantes reclamam de sistema ineficaz para carregar carteirinha

Girlene Medeiros / portal@d24am.com

Foto: Reinaldo Okita

Manaus – Estudantes estão pagando a tarifa ‘cheia’ de transporte público porque não conseguem recarregar as carteirinhas estudantis em diferentes postos de abastecimento espalhados pela cidade. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), responsável pelo sistema de bilhetagem de transporte público, informou que está verificando as situações reclamadas e orienta que os estudantes procurem atualizar seus cadastros.

A social media Bianca Diniz, 19, disse que, desde a última quinta-feira (6), ela e o irmão, Evandro Salviano Diniz Filho, 16, gastaram R$ 90 em passagens ‘cheias’ de R$ 3,80. Bianca disse que não conseguiu recarregar a carteirinha estudantil em diferentes supermercados da zona norte da capital. “No visor, aparece que não pode recarregar até o crédito acabar, sendo que não tem nada”, reclamou.

Bianca afirmou que o pagamento da passagem no valor integral onera no orçamento da família e que a mãe dela tentou resolver, ontem, a situação na sede do Sinetram, na zona sul, mas não conseguiu. Segundo Bianca, a mãe foi informada que o sistema de bilhetagem estava inoperante.

A estudante Larissa Cavalcante Barboza, 19, disse que voltou a usar a carteirinha estudantil há algumas semanas e, também, não consegue adquirir os créditos no valor para estudantes. Ela afirmou que ligou para o Sinetram e recebeu a informação que o cadastro dela está atualizado no sistema do sindicato.

A reportagem recebeu informações que, além da sede do Sinetram, o posto de inserção de créditos no Terminal 5 (T5), na zona leste, também, estava com sistema inoperante, na tarde de ontem.

Contatada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Sinetram confirmou que houve, ontem, uma ‘queda’ no sistema de venda de créditos que durou 20 minutos. O Sinetram informou que as reclamações sobre compra de crédito para estudantes estão sendo verificadas pelo sindicato. Conforme o Sinetram, alguns dos estudantes que reclamam estão com pendências no cadastro das unidades educacionais onde estudam. A orientação do órgão é que os estudantes procurem as escolas para regularizar o cadastro.