Investigação da morte de advogado está sendo conduzida pela SEAI e DEHS

De acordo com investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) os disparos foram efetuados por um único homem, que fugiu em um veículo modelo Cobalt

Carla Albuquerque / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A morte do advogado e criminalista e ex-deputado estadual Armando Freitas, assassinado com três tiros, na manhã desta sexta-feira (4), dentro da casa onde morava, na zona oeste de Manaus, esta sendo conduzida pelas equipes de investigação da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI) e pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O delegado Ivo Martins, que está na SEAAI esteve no local e acompanhou parte dos trabalhos realizados pela equipe da perícia.

Martins disse à imprensa que não poderia dar um posicionamento sobre o caso porque ainda estavam iniciando as investigações de Inteligência.  Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Mariolino Brito, as investigações também serão conduzidas pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos (DERF). O delegado da DERF, Adriano Felix, disse que já estão atuando em conjunto com a DEHS. “Ainda estamos levantando informações para tentar entender o que aconteceu. Aprenderam uma arma e nossas equipes estão nas ruas buscando mais informações”, disse.

A arma apreendida no local do crime foi um revólver calibre 38. A arma, que o suspeito deixou cair no momento da fuga, está com a equipe da DEHS e será encaminhada ao Instituto de Criminalística para passar por perícia técnica.

“Meu pai levou três tiros. Ninguém sabe quem foi”. A declaração é do advogado Glen Wilde, filho do também advogado criminalista e ex-deputado Armando Freitas, 79, que foi morto na manhã desta sexta-feira, após ser atingido com três tiros, na casa/escritório onde morava, no Santo Antônio, na zona oeste de Manaus.

De acordo com investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) os disparos foram efetuados por um único homem, que fugiu em um veículo modelo Cobalt. Para a família, o crime foi um atentado, mas a polícia também trabalha com a suspeita de assalto.

advogado criminalista e ex-deputado Armando Freitas, 79, que foi morto na manhã desta sexta-feira, após ser atingido com três tiros (Foto: Pablo Trindade)
O filho Glen Wilde, que atualmente integra a comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse que estava com o pai na casa, mas no momento dos disparos, se encontrava no piso superior do imóvel, localizado na Avenida Presidente Dura. “Ouvi os gritos dele dizendo: ‘Meu filho me mataram e corri. Foi uma tragédia. Isso foi encomendado, mas não sabemos quem foi”, disparou o filho.

Segundo informações da DEHS, o crime foi praticado por um único homem. Testemunhas informaram a polícia, que o suspeito chegou em frente da casa e chamou pelo advogado Armando. Segundo elas, quando foi atender, o homem pegou a arma e atirou. O primeiro tiro atingiu o abdome do advogado.

Armado, ainda segundo as testemunhas, tentou correr, mas acabou atingido com outros dois tiros nas costas. Após os disparos, segundo a DEHS, o suspeito fugiu um Colbat que o esperava na rua ao lado da casa do advogado.

Armando foi socorrido pelo próprio filho. Ele foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde não resistiu e morreu logo depois. No local do crime, o suspeito ainda deixou cair um revólver. A arma foi encontrada pelo irmão de uma advogada que passava pelo local no momento.