No interior do Amazonas cheia paralisa aulas

Duas escolas estaduais de Canutama tiveram as aulas paralisadas devido à cheia no município, segundo a Seduc. Secretaria está em alerta nas cidades de Beruri, Tapauá e Lábrea

Gisele Rodrigues / portal@d24am.com

Foto: Sandro Pereira

Manaus – Duas escolas de Canutama (a 619 quilômetros a sudoeste de Manaus) tiveram as aulas paralisadas devido à cheia no município. A informação é da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), que informou, ainda, que os alunos devem voltar a estudar no próximo dia 2 de maio.

As escolas estaduais Frei Isidoro e Tancredo Neves, até o último dia 18, eram as únicas instituições do Estado que, segundo a secretaria, estavam autorizadas a paralisar o ano letivo por 20 dias, devido aos reflexos da cheia no Amazonas.

O secretário da Seduc, Algemiro Lima, informou que as aulas são interrompidas devido à dificuldade dos alunos em chegarem às escolas. Segundo ele, as instituições não costumam alagar, porque ficam em áreas mais altas da cidade.

“Estamos em alerta em Beruri, Tapauá, chegando a Lábrea. Mas nesses casos nós preparamos um calendário de reposição, e os alunos não são prejudicados. É que, na verdade, as escolas não alagam, os alunos é que ficam sem condições de ir para a escola, devido aos alagamentos, principalmente quem mora em área de várzea”, disse Lima.

Ainda de acordo com o secretário, o gestor da escola avalia se os alunos atingidos fazem parte de uma minoria na escola. Nesses casos, segundo Algemiro, as aulas não são interrompidas, e os alunos prejudicados pela cheia participam de um plano de estudos para recuperar o conteúdo perdido.

O Rio Negro, até o último sábado, estava a pouco menos de um metro de atingir a cota de emergência de 28,94 metros, segundo o monitoramento do Porto Privatizado de Manaus. Previsto, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), para meados do mês de maio, a cheia em Manaus sofre pouca influência das fortes chuvas da última semana. Cidades de Tabatinga até Parintins devem sofrer com a cheia deste ano, segundo o órgão.

Conforme o superintendente do CPRM, Marco Oliveira, as chuvas nas Cordilheiras dos Andes são determinantes para a cota do Rio Negro na capital. De acordo com o superintendente, o rio que banha Manaus sofre com o que ele chamou de ondas da cheia. A cota do Rio Negro, no sábado, estava em 27,95 metros.

“Em dezembro até fevereiro, veio uma onda grande, devido às chuvas nas cordilheiras, e agora deu uma estabilizada, está numa média de três centímetros por dia. Como lá voltou a chover, deve voltar a subir de novo”, disse o superintendente do CPRM.