MPF pede abertura de inquérito na PF para investigar sindicato dos rodoviários

O Ministério Público Federal pediu a instauração de um inquérito para investigar as ações do Sindicato dos Rodoviários durante a greve que completou sete dias nesta segunda

Gisele Rodrigues / redacao@diarioam.combr

Manaus– O Ministério Público Federal (MPF-AM) pediu, na última sexta-feira (1º), a instauração de um inquérito na Polícia Federal (PF) para investigar as ações do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (STTRM) durante a greve que completou sete dias nesta segunda-feira (4).

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT11) encaminhou ao MPF um comunicado informando o descumprimento da decisão que obrigava os rodoviários à retornarem ao trabalho, sob a pena de R$ 200 mil por hora de paralisação, ainda na sexta.

Segundo o órgão ministerial, no mesmo dia o MPF informou que solicitou a investigação à Polícia Federal. O andamento do processo investigatório permanece em sigilo, de acordo com o órgão. Na manhã desta segunda, policiais federais estiveram na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), onde estava o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira.

Queixando-se de um mal estar Givancir Oliveira deixou o local e as negociações para aprovação da convenção coletiva 2018-2019 foram assumidas pela direção do Sindicato. O MPF informou que, embora não tenha requisitado nenhum mandado de prisão contra o presidente, a PF toma os procedimentos que achar necessários para dar continuidade a investigação.

O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) também informou, por meio da assessoria de comunicação, que não há decreto de prisão na justiça comum.

Atos de vandalismo

Ainda nesta manhã, um quebra-quebra deixou pelo menos 61 ônibus depredados conforme informações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado (Sinetram).

Os veículos das empresas Eucatur, Global Green, Açaí Transportes e Expresso Coroado estavam nas proximidades do Terminal 4 onde ocorreu a confusão após os sindicalistas pararem os terminais de linha que ficam dentro do T4.

Até às 11h, apenas 640 ônibus estavam nas ruas, dos 850 ônibus que saíram das garagens no início da manhã. Cerca de 100 mil pessoas foram afetadas no período da manhã, conforme declarou o Sinetram.

Além dos terminais 3 e 4, o Sinetram afirmou que os rodoviários pararam os terminais nos bairros Petrópolis, Vila Marinho, Bairro da Paz e Conjunto Augusto Montenegro.