Nos últimos seis meses, três advogados foram assassinados no Amazonas

Além de Armando de Oliveira Freitas, 79, morto a tiros na manhã desta sexta-feira, a polícia também registrou o assassinato de Marcelino Aguiar da Cunha, em Manacapuru, e Wilson de Lima Justo Filho

Girlene Medeiros / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Armando de Oliveira Freitas, 79, morto com três tiros, na manhã desta sexta-feira (4), é o terceiro advogado assassinado no Amazonas em seis meses. A lista de advogados assassinados inclui o advogado Marcelino Aguiar da Cunha, 45, morto no último mês de março, e o advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35, assassinado em novembro de 2017.

O advogado Armando de Oliveira Freitas, 79, morreu após ser atingido com três tiros, na manhã desta sexta-feira, em frente ao seu escritório (Foto: Pablo Trindade)
No dia 14 de março deste ano, o advogado Marcelino Aguiar da Cunha, 45, foi ferido com três tiros, na Rua Coronel Madeira, bairro Centro, em Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus). Ele morreu no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus, onde foi internado após o atentado. Três homens foram presos pela polícia suspeitos de envolvimento no homicídio.

Em novembro do ano passado, o advogado Wilson Justo Filho, 35, morreu após ser atingido por tiros disparados pelo delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, dentro de uma casa noturna, na zona oeste da capital. Sotero foi preso no mesmo dia do ocorrido e alega ter atirado em legítima defesa.

Morte Armando

O advogado Armando de Oliveira Freitas, 79, foi morto com três tiros, na manhã desta sexta, dentro da casa onde morava. O local onde o advogado Armando morreu é também onde funciona o escritório de advocacia dele, na Avenida Presidente Dutra, bairro Santo Antônio, na zona oeste de Manaus.

Armando é pai do também advogado Glen Wilde, que integra a comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O homicídio de Armando está sendo investigado pela Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) e pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Outros advogados

Em 2016, a polícia registrou, pelo menos, dois advogados assassinados. Em 9 de julho, o advogado Gilson Guimarães Lage, 87, foi encontrado estrangulado com uma corda no pescoço, com mãos e pés amarrados, dentro da casa onde morava sozinho, na Avenida Ayrão, bairro Centro, zona sul de Manaus. Dois meses após o crime, a polícia apresentou, à imprensa, dois homens suspeitos de terem participado do roubo que resultou na morte de Gilson.

Em agosto de 2016, o corpo da advogada Mara Inês Ribeiro Lima, 47, foi encontrado em uma mata, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. A mulher foi assassinada com um corte no pescoço e estava com as pernas amarradas. No mesmo mês do crime, a polícia apresentou, à imprensa, um homem como principal suspeito do assassinato.