Órgãos tratam sobre 150 venezuelanos acampados em Rodoviária de Manaus

A equipe é formada por governo do Amazonas, Prefeitura de Manaus e Organização das Nações Unidas (ONU). Vivem em torno da rodoviária 150 venezuelanos, sendo 60 indígenas e 90 não-indígenas

Da redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O grupo de ação para atuar na questão dos migrantes venezuelanos que chegam diariamente a capital amazonense e que estão acampados no terreno do Terminal Rodoviário da cidade se reuniu, nesta quarta-feira (05), para discutir um plano de atendimento e abrigamento emergencial. A equipe é formada por governo do Amazonas, Prefeitura de Manaus e Organização das Nações Unidas (ONU). Vivem em torno da rodoviária 150 venezuelanos, sendo 60 indígenas e 90 não-indígenas.

O grupo criou um fluxo em que cada órgão ficará responsável por uma atividade na ação conjunta de acordo com as responsabilidades institucionais de cada um. Na próxima sexta (07), a equipe segue para a segunda etapa da iniciativa onde os órgãos devem partir para a operação prática junto aos migrantes, segundo explicou a titular da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Eliane Ferreira.

Muitos venezuelanos acampam no entorno da rodoviária ao chegar a Manaus (Foto: Sandro Pereira/RDC/Arquivo)

De acordo com o titular da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Dante Souza, a iniciativa visa garantir os direitos humanos desses migrantes. “Vamos agir em várias frentes como no recebimento e atendimento inicial, na inclusão social, de cidadania e no monitoramento até o migrante se estabilizar fora do abrigamento institucional. Isso requer uma grande logística”, afirmou.

Além da Semasc e Sejusc, que coordena a equipe, integram o grupo secretarias estaduais de Assistência Social (Seas) e Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Números

No período de 6 a 19 de agosto, foram registrados 1.447 venezuelanos que chegaram via rodoviária de Manaus, apenas no período de 5h30 as 9h. Desse total, 693 são mulheres e 784 são homens.

Desses grupos, 30% eram responsáveis por menores de idade e 46% indicaram não ter nenhuma documentação brasileira. Vivem em torno da rodoviária 150 venezuelanos, sendo 60 indígenas e 90 não-indígenas. Em média, 105 migrantes chegam diariamente a Manaus e o percentual flutua entre os que dizem querer permanecer na capital ou apenas passar, pois, tem como destino outras cidades brasileiras ou países como Argentina, Chile e Peru.

Abrigos

Duzentos venezuelanos estão no abrigo localizado no bairro Coroado, zona leste da cidade, e são oriundos de Boa Vista (RR), através do Plano de Interiorização do Governo Federal. Outros 480 estão abrigados no bairro Alfredo Nascimento, sendo 300 waraos e 180 nao-índios. Os abrigos são coordenados pela Prefeitura Municipal de Manaus, por meio da Semasc.