Seis são procurados por desviar R$ 6 milhões da Unimed Manaus

Três ex-funcionários da diretoria financeira faziam repasses para 47 empresas fantasmas há um ano e meio

Manaus – Seis pessoas são procuradas pela polícia, suspeitas de envolvimento em um esquema que desviou R$ 6 milhões da Unimed Manaus em um ano e meio de atuação criminosa. Três ex-funcionários e seus companheiros, incluindo o gerente financeiro da cooperativa médica, Flávio Lavareda Leão Filho, 33 estão foragidos.

Demitida e suspeita de desviar R$ 30 mil, atendente denunciou esquema na cúpula da cooperativa (Foto: Raquel Miranda)

No final do mês passado, uma quarta funcionária foi presa por policiais do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A atendente Silvia Borges Nogueira, 35, foi demitida depois de ser apontada pelo desvio de cerca de R$ 30 mil das mensalidades dos clientes, pagas em dinheiro, na unidade da Unimed na Avenida Constantino Nery.

Segundo o delegado do 12º DIP, Rafael Guevara, Silvia foi quem entregou o esquema milionário do trio de funcionários da alta cúpula da Unimed.

“Ela subtraia o dinheiro e lançava no sistema o pagamento como débito em conta. Como vários clientes, quando passaram pelo constrangimento de ter boletos em aberto, reclamaram à Unimed, eles (a cooperativa médica) começaram a apurar e viram que todas as falhas partiam da assistente administrativa”, disse o delegado.

Procurados

Além do gerente financeiro, a polícia está à procura do companheiro de Flávio, Alexandre Holanda do Nascimento, 37, a ex-supervisora financeira Marineide do Vale Maia, 33 e seu marido Renildo da Cruz Teixeira, 37 e o analista financeiro Diego da Silva Martins, 31 com sua companheira, Rita Cássia Bentes Martins, 37.

“Na Unimed, quando o funcionário é demitido, ele passa por uma entrevista e, nessa entrevista, ela disse: ‘Há gente forte no financeiro que faz as coisas erradas’, indicando o esquema na diretoria da cooperativa”, explicou Guevara.

Seis são procurados, sendo três ex-funcionários (Foto: Raquel Miranda)

 

Como funcionava o esquema

O trio de funcionários da diretoria financeira fazia repasses para 47 empresas fantasmas há um ano e meio, segundo Guevara. O valor era repassado para o nome dos companheiros.

A Unimed identificou, por meio de uma auditoria, a participação dos ex-funcionários no esquema e comunicou à Polícia, segundo o delegado responsável pelo caso.

“Quando tínhamos os mandados de prisão e fomos executar, eles não estavam, sabiam que estavam sendo investigados”, disse o delegado.

Os funcionários envolvidos no esquema foram demitidos pela cooperativa médica há quatro meses. A investigação policial durou 90 dias.