Professor da Ufam cria sistema que ‘traduz’ linguagem de sinais

Sistema funciona com um sensor chamado de magnetômetro, que acoplado a um telefone celular transforma em voz a Língua de Sinais (Libras)

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Sistema foi lançado no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Foto: Divulgação)

Manaus – Criado pelo professor da Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Manuel Cardoso, o projeto Giulia – Mãos que Falam, idealizado para facilitar a comunicação de surdos com seus ouvintes, foi lançado, ontem (13), no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro.

Cardoso afirmou ter priorizado as necessidades de melhoria de comunicação em ambientes específicos como hospitais, escolas, delegacias de polícia, fábricas e escritórios. “Desde o início, eu tive a preocupação de ouví-los e entender a melhor forma que essa tecnologia poderia agregar valor para eles”, disse o professor destacando que consultou pessoas surdas até eleger 42 ambientes prioritários.

Para usar o sistema, é necessário ter um celular ou smartphone fixado no pulso. Além dos sensores comuns aos celulares, o aparelho tem um outro sensor conhecido como magnetômetro (usado para medir a intensidade, direção e sentido de campos magnéticos em sua proximidade), que permite que o celular funcione como uma bússola.

“Quando o surdo faz os gestos da língua de sinais, que é Libras, no caso do Brasil, quando ele movimenta o braço, o aplicativo fica lendo os sensores que definem esses movimentos. Ele reconhece nesses movimentos o sinal e o equivalente em português daquele sinal. O celular sintetiza em voz eletrônica o correspondente em português do sinal que o surdo fez”, explicou.