Professores da Seduc fecham avenida em protesto; ‘não queremos ser esquecidos’

Eles pedem que o governo atenda às solicitações feitas pela categoria, entre elas o reajuste salarial de 35%

Sofia Lorrane/ redacao@diarioam.com.br

Manaus – Professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), lotados nas zonas sul e centro-sul da cidade fizeram uma manifestação na tarde desta terça-feira (20),  no centro da capital. Eles pedem que o governo atenda às solicitações feitas pela categoria, entre elas o reajuste salarial de 35%, sendo 30% de reposição da inflação referente ao período de abril de 2014 a março de 2018, e 5% de ganho real. Os professores fecharam a Avenida Sete de Setembro durante o protesto.

Eles pedem que o governo atenda às solicitações feitas pela categoria, entre elas o reajuste salarial de 35%. (Foto: Divulgação)

De acordo com o professor Alan Patrick de Souza Oliveira, 30, a manifestação tem o objetivo de ressaltar as reivindicações da categoria. “Ficamos com cartazes e caixões, representando o luto da educação nesse momento, uma vez que estamos sendo esquecidos pelo governo do Estado, não queremos ser esquecidos”, disse.

Segundo o professor Tárik Vaz Nina, 33, além das solicitações de reajuste os professores pedem melhores condições de trabalho nas escolas. “A quantidade de aluno por sala de aula é absurda, muita vezes a gente tem em uma sala de aula com 50 alunos, isso é algo que impede o processo de aprendizado”, disse

Para o educador há também que se discutir questões de infraestrutura. “Alguns colégios não tem quadra de esportes, quando têm, algumas estão em péssimas condições. Além da merenda que é oferecida aos alunos, quase sempre é mingau”, explicou.

O professor João Jesus do Vale Bragança, 31, afirma que o movimento é para mobilizar a classe a lutar pelos seus direitos. “Estamos tentando fazer um trabalho de conscientização, porque ainda tem colegas que, por medo, não querem aderir à greve. Queremos que eles venham e se juntem a nós na nossa luta, que é da categoria”, comentou.

O grupo informou que, na tarde desta quarta-feira (21), eles irão fazer uma manifestação na frente da sede da Seduc, fechando o trânsito no local.

Greve

Professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) devem decidir, em assembleia-geral, nesta quinta-feira (22), se irão deflagrar oficialmente greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Já a Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom Sindical) diz que a greve vai começar já na quinta-feira. Segundo a Asprom, mais de 160 escolas de Manaus e de outras cidades estão com as aulas suspensas nesta terça-feira (20).

Na manhã desta segunda-feira (19), a Asprom Sindical protocolou, na Sede da Seduc, o documento comunicando o secretário da Educação do Amazonas sobre a deflagração da greve na quinta-feira. Junto com o comunicado, a entidade protocolou as listas de frequência dos participantes da assembleia geral realizada na última sexta-feira (16).

Ainda na segunda-feira, 147 escolas do Estado tiveram as aulas paralisadas. De acordo com a Asprom Sindical, 117 escolas da capital e 30 do interior do Amazonas ficaram sem aulas. Nesta terça-feira, segundo a entidade, o número passa de 160.