Hemorroida causa 166 mil internações

Foto: Sérgio Castro/AE (Arquivo)

Gisele Rodrigues / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Tabu para muitos pacientes, as varizes no canal do ânus, conhecidas como hemorroidas, foram a causa de 166 mil internações, no ano passado, no Estado, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). E tem, segundo especialistas, alta incidência entre os pacientes. O médico coloproctologista Marcelo Magalhães falou sobre os cuidados para evitar a doença e desvendou mitos sobre o assunto.

Segundo o coloproctologista e consultor do Laboratório Sabin, a doença hemorroidal se caracteriza pela dilatação dos vasos sanguíneos do reto, baixo e canal anal. A formação de um caroço no canal anal, coceira na região e  esporadicamente sangramento nos estágios mais avançados da doença, são um dos sintomas da enfermidade.

Segundo ele, cerca de 70% dos pacientes que procuram a especialidade médica possui uma das quatro fases da doença hemorroidal, sendo o grau um a mais leve e o grau quatro os mais agudos.

Conforme o médico, vários fatores podem influenciar na formação das varizes no canal anal. Entre eles, a falta de fibras na dieta alimentar, o baixo consumo de líquidos e a questão hormonal, comumente encontradas em mulheres grávidas. ,“Aqui na região Norte, a gente tem o hábito de consumir muita farinha de mandioca, que resseca muito o intestino e não possui fibras, além do hábito do sedentarismo que influenciam na pressão exercida no canal do ânus na hora de evacuar, principalmente por conta da constipação”, explicou.

As mulheres que esperam bebês, segundo Magalhães, sofrem maior incidência da doença, porque, durante a gestação, o intestino é comprimido, aumentando a pressão dos vasos na região anal.

Ficar muito tempo sentado no vaso sanitário pode piorar a situação, cuja origem em alguns casos é familiar. Quem sente dor constante ou vê sangue ao evacuar deve procurar um médico, orientou Magalhães.

A tendência familiar é o caso da empresária Lúcia Torres, 28, que descobriu quando adolescente a doença. Um nódulo foi encontrado pela empresária durante o banho, mas antes disso a prisão de ventre acompanhado de dor e sangue durante a evacuação foram, segundo Torres, os primeiros sintomas.

A mãe da empresária também descobriu na adolescência e fez uma cirurgia encarada pela família como mal-sucedida, pois o problema voltou a existir.