Pesquisa analisa qualidade de vida do cuidador de paciente com câncer, em Manaus

O objetivo da pesquisa é propor ações preventivas para ajudar na saúde do acompanhante. Análise preliminar mostra que a influência da condição financeira

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Uma pesquisa desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) vem analisando a qualidade de vida do cuidador familiar do paciente em internação hospitalar com diagnóstico de câncer, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

O estudo é realizado pela graduanda em Enfermagem Giselle Luany Jefres e orientado pela pesquisadora Júlia Mônica Benevides. O trabalho iniciou em 2016, no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica, e já avaliou 74 pessoas, que ficaram de um mês até dois anos como cuidador de paciente na FCecon. Desse número 70 são mulheres, na faixa etária de 30 a 40 anos.

O trabalho iniciou em 2016, no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica, e já avaliou 74 pessoas (Foto: Divulgação/Fapeam)

A pesquisa tem previsão para terminar em 2019. Até lá, se espera coletar dados de quase 400 cuidadores. “Estamos tentando verificar não apenas o paciente, mas também o cuidador para evitar que esse acompanhante venha desencadear alguma doença e se tornar também um paciente. Na pesquisa estamos verificando de que forma podemos agir com o cuidador para evitar isso como, por exemplo, por meio da área de psicologia do hospital através de diálogos e conversas”, conta Giselle.

Segundo Giselle, para a coleta e avaliação foram realizados dois questionários, com questões sobre a vida pessoal e financeira, além das informações sobre o ambiente onde cuidador reside e sobre o tempo que acompanha o paciente durante o tratamento.

A graduanda em Enfermagem diz que o resultado do questionário mostra que todos os 74 cuidadores avaliados apresentaram qualidade de vida regular, ou seja, não é um nível elevado e nem muito baixo. Um dos fatores que pode estar associado a isso é a condição financeira.

“O fato de receber um salário mínimo pode acabar estressando o cuidador, pois não tem renda suficiente, por exemplo, para pegar o transporte e manter sua ida ao hospital. Isso acarreta estresse, desconforto e pode prejudicar o paciente, fazendo ele se sentir um “fardo” para o cuidador”, afirmou.