Seap diz que, após seis mortes, situação se normalizou na UPP

Secretaria informou que encerrou a operação de revista nas celas e retirada dos corpos e que houve uma briga entre membros de uma facção criminosa

Da redação /Redacao@diarioam.com.br

Foto: Reinaldo Okita

Manaus – A Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap)  informou que, depois de mais de 12 horas de tensão na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na zona leste de Manaus, a situação foi controlada na madrugada deste sábado. Seis detentos foram assassinados dentro das celas, pelos próprios companheiros. Outros 20, ameaçados de morte, foram transferidos.

A Seap informou, em nota, a identidade das vítimas: Janderson Araújo da Silva – conhecido como Boca Rica, Leonardo Almeida de Souza, Marcos Henrique Neves de Lima, Tiago de Araújo, Felipe Xavier Oliveira e Felipe Gonçalves Marques.

As visitas foram suspensas, neste sábado.   Ainda não há previsão de quando o acesso de familiares aos detentos será normalizado. Na sexta-feira, familiares acompanharam a movimentação do lado de fora do presídio. Eles chegaram a fazer uma roda de orações pelos detentos.

O secretário da Seap,  Cleitman Rabelo, explicou que os mortos foram encontrados no interior das celas, que estavam trancadas. Durante a revista, foram achados dois mortos em uma cela e o restante em quatro cômodos diferentes.

“Encerramos a operação de revista na cela e retirada dos corpos. Contabilizamos seis corpos. É uma briga de uma subdivisão de uma facção do Estado, um acerto de contas interno”, disse o coronel.

Cleitman Rabelo explicou que dois presos foram estrangulados, um foi atingido com um objeto pontiagudo – uma capa de DVD – no peito, outro foi degolado e o último foi atingido na cabeça com uma peça de um dos ventiladores distribuídos nas celas.

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, disse que a Seap havia sido informada sobre a possibilidade de novas mortes no presídio.

“No início da semana, as famílias me passaram mensagem (sobre a ameaça de morte) e a gente comunicou à secretaria, tanto que eles mantiveram na tranca, fizeram tudo para evitar, acredito nisso”, afirmo.