Servidores da Suframa paralisam atividades em protesto contra reformas

Segundo os trabalhadores, a adesão ao movimento foi a forma que a categoria encontrou para mostrar insatisfação com mudanças anunciadas pelo Governo Federal

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) cruzaram os braços, nesta sexta-feira (10) e reforçaram a mobilização do Dia Nacional de Paralisação, convocado pelas centrais sindicais em todo o País. Na pauta da manifestação estão a luta contra a reforma trabalhista, da previdência, e contra as medidas tomadas pelo Governo Federal que prejudicam o servidor público.

Após a concentração, os servidores realizaram um ‘adesivaço’ por toda a autarquia (Foto: Divulgação/Sindframa)

A atividade iniciou por volta de 9h, no hall da autarquia, e contou com aproximadamente cem servidores. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Gilvânio Paiva, a adesão ao movimento foi a forma que a categoria encontrou para mostrar insatisfação com os diversos ataques aos direitos dos trabalhadores por parte do governo Federal.

“Nesse momento todas as categorias devem estar unidas na luta contra essas injustiças. Querem colocar na conta do trabalhador a culpa por essa crise pela qual passa o Brasil, e isso é um absurdo. O trabalhador não é o culpado. Pelo contrário, nós somos parte da solução desse problema”, disse o presidente. Gilvânio disse ainda que trabalhadores da Suframa no Amapá, Roraima, Rondônia e Acre também aderiram ao movimento.

Após a concentração, os servidores realizaram um ‘adesivaço’ por toda a autarquia, divulgando as medidas do governo nocivas aos trabalhadores. Pela parte da tarde, eles também participarão da manifestação que acontecerá na Praça da Polícia, e reunirá diversas categorias de trabalhadores em Manaus, tanto do serviço público quanto da iniciativa privada.

Servidores prejudicados

A decisão do Executivo de suspender o pagamento do reajuste dos servidores da Suframa também motivou a paralisação na autarquia. Pelo acordo firmado entre o governo Federal e os trabalhadores, a terceira parcela do reajuste deveria ser paga em 2018, mas a decisão de protelar esse pagamento já foi anunciado pelo executivo. Outro fato motivador foi a negativa do Governo ao pedido de mudança nas regras da Gratificação de Qualificação (QG) para os servidores da autarquia.

“Pela nossa proposta, todo servidor que estivesse apto a receber a GQ seria incluído automaticamente nesse benefício, como acontece em outros órgãos como INPI e INMETRO. Hoje, apenas 45% dos servidores da Suframa com pós-graduação, mestrado ou doutorado são beneficiados, pois existe um número limitado e é necessária uma seleção. Além disso, nosso pedido também era no sentido de garantir que a GQ fosse paga a servidores de nível médio”, disse Paiva.