Setor de serviços no AM cai o dobro da média nacional, segundo IBGE

Retração Atividade em abril ainda não se recuperou e encolheu 10,7% contra -5,6% do País, em relação a igual mês de 2016

Da redação / redacao@diarioam.com.br

IBGE aponta o menor volume contratado em toda a série histórica, em abril (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus – O setor de serviços no Amazonas retraiu o dobro do País, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o volume de serviços no Estado caiu 10,7%, em abril, com relação a abril do ano passado, a média nacional foi de 5,6% de recuo, a maior para os meses de abril de toda a série histórica.

Com relação à receita nominal do setor, em abril com relação ao ano passado, a retração alcançou 5,7%, bem acima da média nacional, que apontou queda de 0,4% no mesmo período.

Na comparação com março, abril teve um desempenho 2,4% menor enquanto a média nacional registrou crescimento de 1%. Quanto a receita nominal, o recuo foi de 2,8% em um mês, já no País houve alta de 0,5%.

 

Atividades

Em relação a abril de 2016, todos os segmentos registraram variações negativas de volume: Outros serviços (-16,4%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%); Serviços prestados às famílias (-3,5%); Serviços de informação e comunicação (-2,2%) e Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-1,5%). O agregado especial das Atividades turísticas registrou recuo de 6,4% frente a abril do ano passado.

 

Resultados regionais

Os resultados regionais do setor de serviços em abril, com ajuste sazonal, mostram que as maiores variações positivas de volume, em relação a março, foram registradas no Paraná (2,4%), Rio Grande do Sul (2,2%) e São Paulo (2%). As maiores variações negativas foram observadas no Rio Grande do Norte (-6,6%), Rondônia (-6%) e Alagoas (-4,6%).

Quanto aos resultados sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano anterior, Paraná não registrou variação e as demais Unidades da Federação registraram variações negativas, sendo que as maiores foram registradas em Roraima e Amapá.