Trânsito no Amazonas mata mais motociclistas, aponta relatório

De acordo com relatório produzido pela Cervejaria Ambev, das 418 pessoas que morreram, em 2016, em decorrência de acidentes de trânsito, no Amazonas, 50% eram motociclistas

Da redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Relatório desenvolvido por Cervejaria Ambev e Falconi aponta que os motociclistas são as principais vítimas de acidentes de trânsito, no Amazonas. De acordo com o relatório, em 2016, 418 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito no Amazonas. Destas, a maior parte era de motociclistas (50%), seguidos por pedestres (33%) e vítimas de acidentes de automóvel (16%).

Os números mostram, no entanto, que o cenário vem melhorando: de 2015 para 2016, o número absoluto de fatalidades caiu 1% e, atualmente, o índice de mortos por 100 mil habitantes está em 10,4, abaixo da média nacional e o menor do Brasil.

Com um dos trânsitos mais violentos do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil deu um passo importante e registrou o menor índice de óbitos nas vias brasileiras em 12 anos. No último levantamento, a taxa foi de 18,4 por 100 mil habitantes. Em 2005, o índice de mortalidade no trânsito foi de 19,7, e, em 2012, atingiu seu auge, com 23,5. Apesar dessa melhora, o País ainda está longe de poder comemorar: foram registrados mais de 38 mil óbitos decorrente de acidentes de trânsito em 2016.

Região Norte teve redução de apenas 0,6% nos últimos cinco anos (Foto Reinaldo Okita/RDC)

Os dados constam na quinta edição do relatório ‘Retrato da Segurança Viária’, desenvolvido pela Cervejaria Ambev em parceria com a consultoria de gestão Falconi com o objetivo de auxiliar a elaboração de políticas efetivas de combate aos acidentes de trânsito.

Em 2016, todas as regiões do País registraram redução nos óbitos por acidentes de trânsito, tanto em valores absolutos como relativos. Porém, o crescimento do número de feridos é alarmante, desde 2008 esse índice aumentou em 104,7%. 208.615 pessoas foram envolvidas em acidentes não fatais.

Prejuízo financeiro

O impacto econômico também é bastante expressivo: em 2016, gastou-se no Brasil cerca de R$ 18,9 bilhões com óbitos e feridos no trânsito. Somente os óbitos custaram R$ 10,5 bilhões, enquanto os feridos drenaram R$ 8,4 bilhões em recursos públicos. O levantamento revela um fenômeno preocupante: entre 2005 e 2016 o gasto com feridos cresce a um ritmo muito superior ao do gasto com óbitos. Enquanto em 2005 os feridos custavam cerca de metade do valor dos óbitos, em 2016 a diferença caiu para 20%.

O levantamento apresenta um panorama completo sobre a situação viária nacional, com as informações mais atualizadas disponíveis, obtidas por meio do cruzamento único de dados da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), da Confederação do Transporte (CNT), do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Região Norte tem a menor redução de mortes no trânsito

A Região Sudeste obteve a maior redução nos últimos cinco anos. Foram 12.423 mortes no trânsito em 2016, 24,1% menos que em 2011, quando ocorreram 16.374 óbitos. A região teve, também, o menor índice de óbitos por 100 mil habitantes (14,4). Na Região Sul, o número de mortes caiu cerca de 19% no mesmo período. O índice por 100 mil habitantes na região, que já foi o segundo pior, agora está em terceiro lugar (20,5). O índice de óbitos por 100 mil habitantes do Centro-Oeste brasileiro equivale ao da África do Sul (25,1), um dos piores do mundo. Em números absolutos, houve uma queda de 11,4% em relação a 2011. Em proporção à população, o avanço foi mais notável: verificou-se uma diminuição de 19,5% no índice por 100 mil habitantes.

A Região Norte, segunda menos populosa do Brasil, teve o menor número absoluto de óbitos no trânsito. A diminuição no número de mortes, porém, foi de apenas 0,6% nos últimos cinco anos. Um desempenho abaixo na média nacional também foi observado no Nordeste, cujo número de óbitos passou de 12.409 para 12.125, uma redução de apenas 2,3% no período.

Chama a atenção que oito capitais estaduais concentram 12% dos óbitos em acidentes de trânsito no Brasil. Entretanto, com exceção do Rio de Janeiro, que apresentou forte alta de 23% na comparação anual, todas as demais registraram queda. Em São Paulo, o número de óbitos caiu 12% no período, saindo do patamar de quatro dígitos. Outras capitais que registraram redução significativas foram Fortaleza (-12%) e Recife (-6%). Brasília (-1%), Goiânia (6%), Teresina (-2%) e Belo Horizonte (-5%) completam a lista.