Após 12 horas, caminhoneiros seguem paralisados em Manaus: ‘só sairemos quando o governo der uma resposta’

Os manifestantes estão desde às 4h desta quinta-feira (24), na Rua Marapatá, no Distrito Industrial, em frente à Refinaria de Manaus. Eles afirmam, ainda, que a população tem prestado apoio levando água e alimentos

Stephane Simões

Manaus – Após 12h de paralisação, caminhoneiros seguem impedindo a passagem de caminhões com combustíveis que abastecem os postos da capital. Os manifestantes estão desde às 4h desta quinta-feira (24), na Rua Marapatá, no Distrito Industrial, em frente à Refinaria de Manaus. “Vamos reversar, montar acampamento é só sairemos quando o governo nos der uma resposta e resolver diminuir o preços dos combustíveis”, disse o caminhoneiro Josias da Silva.

Caminhoneiros bloqueiam rua no Distrito em protesto contra alta do diesel (Foto: Jimmy Geber)

Cerca de 70 caminhões estão paralisados ao longo da via e, de acordo com o caminhoneiro, não há previsão para a liberação da via. Josias conta que a paralisação não afeta apenas a capital. Municípios do interior do Estado, como Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus), Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus) e Parintins (a 369 quilômetros a leste de Manaus) também serão afetados com a paralisação.

Em Manaus, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) já informou que, caso continue a greve, a frota do transporte público irá operar parcialmente na sexta-feira (25), e as empresas não terão como operar a partir de sábado (26), por conta da falta de combustível para abastecer os ônibus do transporte coletivo.

Para o caminhoneiro Pedro Henrique, toda a população será prejudicada, pois o aumento dos combustíveis afeta os valores dos alimentos e entre outros produtos.“Nós fechamos a BR-174 na última manifestação e o governo não demonstrou interesse. Por isso, resolvemos fechar aqui”, contou.

O caminhoneiro Eduardo Silveira afirma que empresários do ramo já vieram ao local e tentaram negociar com os manifestantes.“Eles chegaram a nos oferecer dinheiro, mas nós não pretendemos fechar com ninguém”, afirmou.

Os manifestantes afirmam, ainda, que a população tem prestado apoio levando água e alimentos. Além disso, os motoristas de aplicativos se uniram a categoria e pretendem ficar até que o preço dos combustíveis seja reduzido.

O motorista Wagner Martins conta que mais cem motoristas estão unidos aos caminhoneiros. “Estamos aqui porque nossa categoria também é afetada. Vamos apoiar os caminhoneiros até o final e esperamos que a população em geral também entre nessa luta, pois é de todos”, ressaltou.