Em Manaus, incêndios aumentam 68% em um mês

Ocorrências mais comuns em julho foram as queimadas em vegetação urbana, onde houve 38 registros, os princípios de incêndio, com 21 chamadas, 15 incêndios em veículos, e 14 em residências

Calor e falta de chuvas favorecem o incêndio em áreas de vegetação (Foto: Sofia Lorrane)

Manaus – Com o aumento da temperatura e a diminuição nas chuvas, o número de incêndios em Manaus aumentaram 68% em apenas um mês, na comparação dos meses de junho e julho de 2017, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

Ainda segundo o órgão, somente no mês de julho deste ano foram registradas 103 ocorrências na cidade. Entre as mais comuns no mês de julho estão as queimadas em vegetação urbana, onde houveram 38 registros, os princípios de incêndio, com 21 chamadas, 15 incêndios em veículos e 14 em residências.

O capitão do Corpo de Bombeiros, Janderson Lopes, explica que nessa época de intenso calor as ocorrências são maiores, principalmente em vegetação, pois começa a ficar mais ressecada e mais propícia para a propagação do fogo.

“Na maioria dos casos são pessoas que querem fazer a limpeza do terreno através da queimada e perdem o controle. E também as pessoas passam a ligar o ar-condicionado e ventilador mais cedo, e por ficarem muito tempo ligados podem aquecer e gerar um curto-circuito” disse o capitão.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) disse que os autores de queimada podem sofrer diversos tipos de penalidade, desde a notificação até a multa, que dependendo da extensão da queima e do tipo de material queimado pode variar de R$ 4.992,00 a R$ 24,9 mil.

A Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) informou que o delito não cabe Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), mas tem pena de um a quatro anos de reclusão pelo crime ambiental.

Alta temperatura

Em reportagem publicada no DIÁRIO na última terça-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que as temperaturas e umidade do ar estão dentro da normalidade para o período e a média prevista para o mês é de 35,4°C.

O calor intenso está previsto até o mês de setembro, quando começa a fase de transição das estações seca e chuvosa, nos meses de outubro e novembro, fazendo com que as temperaturas fiquem mais amenas.

De acordo com o Inmet, mesmo registrando altas temperaturas, o ano de 2017 ainda não pode ser considerado um dos mais ‘secos’ da história. Os anos de 2015 e 2016 foram considerados pelo o Inmet como os mais secos da Amazônia, pois foram os anos em que estávamos sob o efeito do fenômeno climático El Niño, que dificulta a formação de nuvens que ocasionou a redução de chuvas na região.