Eventos do ‘Outubro Rosa’ começam nesta segunda-feira

Abertura do evento mundial de combate ao câncer, no Estado, será na sede da Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC). Monumentos terão iluminação em alusão ao tema

Bruno Mazieri

Manaus – Com o tema ‘Compartilhe a sua luta’, as ONGs Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas (RFCC-AM) e Centro de Integração Amigas da Mama (Ciam) realizam, nesta segunda-feira (1º), a partir das 17h30, a abertura do Movimento Mundial Outubro Rosa, no Estado. O evento será realizado na sede da Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC), localizada na Rua Padre Manoel da Nóbrega, s/nº, bairro Dom Pedro, que terá sua fachada iluminada com a cor rosa, simultaneamente com outros órgãos e monumentos localizados na capital e municípios do interior. Dentre eles, o Teatro Amazonas e a Fundação Alfredo da Matta, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Câncer de mama é a neoplasia que mais mata no mundo (Foto: Edson Lopes Júnior/A2)

O objetivo da campanha Outubro Rosa é sensibilizar a população para os cuidados e prevenção ao câncer de mama, neoplasia que mais mata no mundo. No caso do Amazonas, se estende também ao câncer de colo uterino, por ser o de maior incidência e mortalidade entre as mulheres do Estado. No Brasil, o movimento é promovido pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e ONGs filiadas à entidade, que, este ano, criou a #compartilheasualuta, para que mulheres e familiares que lutam contra a doença possam partilhar suas experiências nas redes sociais.

No Amazonas, o movimento conta com o apoio da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Susam. A FCecon estará envolvida em diversas atividades e palestras relacionadas aos fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento de câncer de mama e de colo uterino.

Durante o mês de outubro, também serão intensificadas as coletas de exames preventivos (Papanicolau) e de mamografias nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além da realização de palestras em escolas da capital e do interior. As ações contarão com a participação de profissionais voluntários, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A expectativa dos organizadores é de que as ações ocorram em mais de 20 municípios. São eles: Manaquiri, Eirunepé, Novo Aripuanã, Itacoatiara, Maués, Borba, Careiro da Várzea, Tonantins, Canutama, Barreirinha, Santo Antônio do Iça, São Gabriel da Cachoeira, Lábrea, Carauari, Nova Olinda do Norte, Rio Preto da Eva, São Paulo de Olivença, Santa Izabel do Rio Negro, Presidente Figueiredo, Manacapuru e Iranduba.

A coordenadora estadual da Atenção Oncológica e chefe do Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DPCC) da FCecon, Marília Muniz, chama atenção para a necessidade de adesão de todos os setores da sociedade, para que as mulheres fiquem alertas e façam seus exames preventivos e de detecção precoce dessas graves doenças.

Segundo Marília Muniz, que preside voluntariamente a Rede Feminina de Combate ao Câncer, o movimento já acontece há pelo menos 11 anos, envolvendo diversos parceiros. Ela explica também que, como parte da programação, o Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu, localizado na Avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, contará com um estande e ações de sensibilização.

Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Em 2018, a estimativa é de 59.700 novos casos. Existem vários tipos de câncer de mama, porém, alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico.

Câncer de cólo de útero é a terceira maior ocorrência

O câncer de colo de útero, também chamado de cervical, é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. O Inca estima 16.370 novos casos no País para 2018 e, no Amazonas, 840 casos.

A doença é causado pela infecção persistente de alguns tipos (chamados oncogênicos) de Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por este vírus é muito frequente, entretanto, não causa doença na maioria das vezes, porque as mulheres (80%) conseguem eliminar o HPV e não desenvolver as lesões. Mas, uma pequena parcela (20%) não consegue expulsá-lo espontaneamente do organismo.

A prevenção é feita com vacinação contra o HPV, antes do início da vida sexual e fazendo o exame preventivo (Papanicolau). Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos. A vacina contra o HPV faz parte do calendário de imunização do Ministério da Saúde (MS) e está disponível nas unidades básicas de saúde, para meninos e meninas de 9 a 14 anos.