Greve dos caminhoneiros faz prefeito Arthur decretar estado de emergência

Com a medida, a administração municipal poderá garantir a manutenção de serviços essenciais para a população como transporte público, Defesa Civil, infraestrutura, coleta de lixo entre outros

Álisson Castro / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto decretou estado de emergência em Manaus por causa da paralisação dos caminhoneiros e o risco de desabastecimento na capital. Com a medida, a administração municipal poderá garantir a manutenção de serviços essenciais para a população como transporte público, Defesa Civil, infraestrutura, coleta de lixo entre outros.

De acordo com o prefeito a medida foi necessária, visto o grave risco a população. “O povo de anaus não pode mais aturar com este quadro de incertezas, crianças não indo á escola (…) Eu espero mesmo que a gente deveria entender o papel destas pessoas (os caminhoneiros) e o governo (federal) deveria ouvi-los, separar os bandidos que fazem ‘lock-out’, que são os grandes empresários. Separá-los dos pequenos que são os caminhoneiros explorados diretamente pelo patrão ou pela própria vida por ter uma prestação que nem sempre conseguem honrar, viagens indescritíveis e dolorosas, que fique bem claro isto”, disse Arthur Neto.

Arthur Neto explicou que o decreto permite a administração municipal confiscar, por exemplo, combustível, caso um posto aja má-fé na comercialização do produto. “Nós podemos fazer a requisição administrativa do combustível no momento em que soubermos e constatarmos que, de fato, um posto de gasolina está estocando combustível para fins de especulação ou para quaisquer fins que não sejam os líticos, os justos ou os mais nobre”, disse.

O prefeito revelou que foi ao encontro dos caminhoneiros e conversou com parte dos manifestantes.

O decreto prevê ainda a racionalização do uso de insumos no âmbito das secretarias e demais órgãos da administração pública municipal com objetivo de garantir a regular continuidade desses serviços.

Sobre as atividades do Gabinete de Crise está a proposição e adoção de medidas administrativas e judiciais visando à manutenção desses serviços essenciais.

Na análise do prefeito de Manaus, no âmbito do município, ele manifestou preocupação em relação às medidas que ainda não foram tomadas pelo Governo do Estado, na gestão do governados Amazonino Mendes, com objetivo de prevenir e minimizar os impactos da crise.