Manifestantes protestam contra a reforma da previdência, em Manaus

Manifestantes ligados à centrais sindicais, associações profissionais, sindicatos, trabalhadores e estudantes manifestaram contra as mudanças trabalhistas previstas no projeto da reforma da previdência do governo de Michel Temer

Manaus – Manifestantes ligados à centrais sindicais, associações profissionais, sindicatos, trabalhadores e estudantes protestaram na manhã desta terça-feira (5) contra as mudanças trabalhistas previstas no projeto da reforma da previdência do governo de Michel Temer.

O grupo de manifestantes, aproximadamente 200 pessoas, se concentraram na Praça da Polícia, na Avenida Sete de Setembro, no Centro, carregando bandeiras, cartazes e panfletos com dizeres em protesto a reforma.

Foto: Sandro Pereira

O estudante Natan Soares, 22, que participou da manifestação, ressaltou que o tempo de contribuição é o item que mais o preocupa. “O primeiro ponto é o tempo de contribuição para a previdência. Em um cenário em que eu me forme com 25 anos vou ter que trabalhar mais 40 anos para me aposentar. A forma de contrato intermitente, onde o trabalhador que estiver neste regime de contrato recebe menos do que o salário mínimo, é outro ponto que questionamos”, destacou.

Natan também mostrou preocupação com a reforma do ensino médio, aprovada no governo Temer. Segundo ele, com as mudanças, o ensino médio passa a ser tecnicista. “Não estarão formando o estudante como cidadão crítico e sim como um objeto de trabalho”, protestou.

O professor Mauricélio Campos, 41, se diz preocupado com os impactos para a categoria com a possível aprovação da reforma. “Vamos perder muitos direitos. Direitos esses conquistados com muitos anos de luta. Uma delas será o aumento da nossa idade por tempo de serviço que passará de 60 para 65 anos. Nossa categoria sofre muito em sala de aula e agora eles querem igualar com todas as categorias”, disse.

Movimento enfraquecido

A professora Kátia Vallina, representante da diretoria regional da Associação dos Docentes da UFAM, e o secretário geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM), Walter Matos,  destacaram que o movimento perdeu força após a desistência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), mas nem por isso os manifestantes deixaram de passar a mensagem de oposição a reforma.

“Divulguei que estaria hoje na manifestação e fiz convite à todos para participarem da mobilização. Muitos acharam que por conta da desistência da CUT o ato não seria realizado. Mas estou aqui representando todos os trabalhadores e passando a mensagem de oposição a reforma”, ressaltou Matos.