‘Só vamos parar quando Amazonino nos receber’, diz representante de professores

Nesta quinta-feira, professores da Seduc protestam contra o governador, em frente à sede do governo, em Manaus. Os professores do Estado também deflagraram greve geral nesta manhã, por tempo indeterminado

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – As aulas da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) estão suspensas em 100% das escolas da capital, segundo a presidente da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom Sindical), Helma Sampaio. Nesta quinta-feira (22), professores protestam contra o governador Amazonino Mendes (PDT), em frente à sede do governo, na Avenida Brasil, Compensa, zona oeste de Manaus. Os professores do Estado deflagraram greve geral nesta manhã, por tempo indeterminado.

Professores da Seduc protestam em frente à sede do governo, na Avenida Brasil, em Manaus (Foto: Pablo Trindade)

Helma afirmou que os profissionais permanecerão no local até 12h desta quinta-feira, aguardando que o governador receba os líderes do protesto. “Só vamos parar quando o governador (Amazonino Mendes) receber a comissão e apresentar um reajuste ao nível que a categoria merece. Ele afirma que não tem dinheiro, mas nós sabemos que tem. Ele pode repassar dos recursos do Fundeb e ainda há dinheiro dos cofres públicos que ele pode utilizar e dar o reajuste de 35%”, disse a presidente da Asprom.

Segundo Helma, caso a greve continue, os professores manterão 30% das escolas em funcionamento, conforme determinado por lei. E caso o governador não receba a comissão sindical, as manifestações continuarão. “Se ele não nos receber hoje (quinta-feira), nós ainda faremos várias manifestações pelas zonas da cidade. Amanhã continuam os protestos e as aulas permanecerão paralisadas”, acrescentou Helma.

Os protestos desta quinta-feira incluem, ainda, profissionais do setor administrativo da Seduc.