Vazante pode interditar a praia da Ponta Negra

De Gisele Rodrigues

Manaus – A cota de segurança da praia perene da Ponta Negra deve ser alcançada na segunda quinzena de outubro. A informação é do superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio Oliveira. Segundo ele, no ritmo de vazante do Rio Negro de 20 centímetros por dia, no próximo mês as depressões estarão mais próximas dos banhistas, causando mais riscos de afogamento. No ano passado, a Prefeitura interditou a praia para banho e informou que fará o mesmo se a cota for atingida também neste ano.

De acordo com Oliveira, a cota de segurança fica próxima dos 16 metros. Na última sexta-feira (23), a cota registrada (20,64) pelo Porto Privatizado de Manaus foi 4,21 metros menor que o indicativo apontado no ano passado. Uma vazante considerada dentro da média, segundo o superintendente.

Conforme o CPRM, durante a vazante a superfície do balneário da Ponta Negra fica mais irregular perto da faixa de banho. “O problema é que os buracos ficam mais próximos dos banhistas, justamente porque é uma praia perene”, informou Oliveira.

Em outubro do ano passado, a praia ficou fechada para o banho durante cerca de 45 dias, em decorrência do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura e o Ministério Público do Estado (MP-AM). Na ocasião, os bombeiros que fazem o monitoramento da área registraram mais de 200 metros de comprimento de praia. O tamanho normal, segundo o órgão, é de cerca de 40 metros de faixa de areia.

Segundo a Cláusula 1 do TAC, parágrafo 3, “a interdição automática do uso da praia ocorrerá sempre que os laudos e/ou relatórios a que se referem os parágrafos anteriores comprovarem que a praia encontra-se imprópria para o uso dos banhistas”.

Em 2012, após a revitalização do balneário, segundo o CPRM, o local foi transformado em praia perene e o município aterrou em 600 metros os dois quilômetros da praia.

 

Segurança 

Em nota, a Prefeitura informou que “caso se atinja a cota de interdição, a praia será interditada, seguindo a rotina de procedimentos de segurança próprios para o balneário”, e que a medida é “um procedimento padrão que tem que ser observado, a bem da segurança dos usuários da Ponta Negra”.