Apesar da leve melhora, produção industrial segue negativo no Amazonas, aponta IBGE

Laís Motta


Manaus – A produção industrial mostrou uma leve melhora na passagem de agosto para setembro no Amazonas, crescendo 0,5%. O resultado, em um ano, no entanto, ainda é um dos piores do Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (8).

A indústria do Amazonas havia caído 5,7% entre julho e agosto, a terceira maior queda entre todos os Estados pesquisados. Desta vez, os resultados do Polo Industrial de Manaus (PIM) mostram uma pequena melhora de 0,5%. Outros Estados registraram crescimentos maiores, como o Espírito Santo (9%) e Minas Gerais (2%).

No comparativo entre setembro do ano passado e deste ano, a queda na produção amazonense foi de 10,9%. O subsetor de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que havia crescido 0,9% em agosto, voltou a cair. A retração, desta vez, foi de 11,2%.

Já o segmento de bebidas retraiu apenas 4,9% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2015. No mês anterior, a queda chegou a 21,1%. O subsetor de fabricação de máquinas e equipamentos também reduziu a queda. Em agosto, o subsetor teve produção 38,2% menor. Em setembro, a produção caiu 24,4%.

A produção de motocicletas e suas peças continuam em retração, no Amazonas. Em setembro, o subsetor de fabricação de outros equipamentos de transporte caiu 32,8%. O segmento havia retraído 17,4% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado.

O Amazonas chegou a registrar crescimento em alguns subsetores, como o de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com aumento de 11,4%. A melhora também ocorreu no subsetor de fabricação de produtos de metal (7,1%) e com produtos de borracha e de material plástico (7,5%).

Apesar de alguns resultados positivos, os números de setembro a setembro do Amazonas só não foram piores que Espírito Santo (-19,7%) e Goiás (-11,5%).

No acumulado de janeiro a setembro, a produção industrial local registrou retração de 13,7%, ficando atrás, em números negativos, apenas do Espírito Santo, onde a indústria caiu 22,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, Espírito Santo e Amazonas também encabeçam as perdas industriais, com retração de 20,2% e 16,4%, respectivamente.

Brasil

Nove dos 14 Estados pesquisados registraram crescimento na produção industrial na passagem de agosto para setembro, com expansão de 0,5% no índice nacional, aponta o IBGE.

O Espírito Santo, que nos demais resultados teve a pior produção industrial do Brasil, cresceu 9% entre agosto e setembro. Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul registraram subidas mais tímidas, de 2%, 1,6% e 0,7%, respectivamente. Já Goiás teve queda de 3,3%, assim como Ceará (-1,9%) e Bahia (-1,6%). Paraná e Santa Catarina se mantiveram estáveis.