Deputados e vereadores já gastaram R$ 4,8 mi em despesas com o ‘Cotão’

Por Henderson Martins


Manaus – Nos primeiros meses deste ano, deputados estaduais do Amazonas e vereadores de Manaus registraram gastos de R$ 4,8 milhões no pagamento de despesas com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o ‘Cotão’. Os maiores gastos foram distribuídos na aquisição de combustível, aluguel de automóveis, passagens aéreas, consultoria jurídica, gráfica e para divulgação da atividade parlamentar.

Os valores foram contabilizados no portal da transparência das duas Casas Legislativas. Na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), os deputados tiveram gastos, entre os meses de janeiro a abril deste ano, de R$ 2.197.616,68. Já na Câmara Municipal de Manaus (CMM), os valores chegaram à casa dos R$ 2.675.462,38, e foram distribuídos entre os meses de janeiro a maio de 2016. Somados, os gastos das duas Casas chegaram ao montante de R$ 4.873.079,06.

Os três maiores gastos dos deputados estaduais foram distribuídos em combustível, no total R$ 1.684.840,44, informativos, em valores que chegaram a R$ 291.578 mil, e em aluguel de automóveis, que totalizou R$ 272.901 mil.
Na CMM, os vereadores também usaram parte do ‘Cotão’ para custear locação de automóvel, no valor de R$ 1.537.828,35. O segundo maior gasto foi com combustível, no total de R$ 897.993,25, seguido de custeios com gráficas, no valor de R$ 639.835,10.

Com despesas no valor de R$ 14 mil, o vereador Arlindo Júnior (PROS) ocupou o primeiro lugar no ranking do mês de janeiro, seguido do vereador Joãozinho Mirando, com gastos de R$ 13.996,53. No mês de fevereiro, Arlindo Júnior volta a ter os maiores gastos, seguido do vereador Ednailson Rozenha (PSDB), Isaac Tayah (PSDC), Rosivaldo Cordovil (PTN) e Vilma Queiroz (PHS), todos tiveram gastos de R$ 14 mil.

O vereador Joãozinho Miranda justificou os gastos, informando que os custos servem para atender o trabalho dos parlamentares. “Eu utilizei parte do ‘Cotão’ para atender gastos com informativos gráficos com quatro páginas que servem como prestação de contas das ações que promovemos”, disse.

No mês de março, os maiores gastos ficaram para os vereadores Ednailson Rozenha, Glória Carrate (PRP), Isaac Tayah, Rosivaldo Cordovil e Vilma Queiroz, no valor de R$ 14 mil, cada. Nos meses seguintes, abril e maio, os vereadores Edinailson Rozenha, Glória Carrate, Isaac Tayah e Rosivaldo Cordovil voltaram a ocupar o ranking dos vereadores com maiores gastos.

Na Assembleia Legislativa, os deputados Adjuto Afonso (PTN), Bi Garcia (PSDB) e Platiny Sorares (PV) lideram o ranking dos maiores gastos, no mês de janeiro, em valores que ultrapassam os R$ 25 mil, cada. No mês de fevereiro, o deputado Sabá Reis (PR) ocupou o topo da lista com um dos maiores gastos, no total de R$ 32.746 mil. Em seguida, vieram os deputados Dermilson Chagas (NOVO), com despesa de R$ 31.565,04 e Belarmino Lins (PROS), com R$ 26.253,15.

No mês de março, com a maior despesa contabilizada, o deputado Francisco Souza (PTN) gastou um montante de R$ 40.989,27. Em abril, o deputado Sabá Reis ocupou o primeiro lugar, com R$ 46.199. Em segundo lugar, vem Francisco Souza, com R$ 42.313,60, seguido de Orlando Cidade (PTN), com despesas de R$ 35.044.

Francisco Souza informou que se sente bastante realizado como parlamentar e como profissional, ao justificar os gastos que foram contabilizados no ‘Cotão’. Segundo ele, as despesas são justificadas com o desenvolvimento dos trabalhos. Ele informou, ainda, que vai usar todos os benefícios de seu mandato para honrar a representatividade que o povo lhe concedeu. “Eu exerço meu trabalho sempre como profissional, sou um servidor, sou representante do povo, sou empregado do povo e faço tudo com muita responsabilidade, se eu usei e alcancei o primeiro lugar, segundo lugar ou terceiro nos gastos com ‘Cotão’, é sinal que eu trabalhei”, disse.

O chefe de gabinete do deputado Sabá Reis, Miguel Oliveira, disse que os gastos fazem parte das necessidades dos parlamentares. Segundo ele, com os valores, o deputado exerce as atividades em quatro estruturas, sendo três comissões e uma frente parlamentar. “A Assembleia não custeia mais essas atividades, então os parlamentares têm que usar a verba da Ceap para dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos dentro dessas estruturas”, disse Miguel.

Orlando Cidade explicou que a Assembleia reduziu todos os custos dos parlamentares, cortou despesas e os maiores gastos são com viagens para visitar a base no interior. “Temos que visitar as bases eleitorais, a minha votação foi de 80% no interior do Estado e temos que nos locomover até esses lugares que são distantes e de difícil acesso”, disse.