Amazonenses ocupam pontos turísticos para acompanhar a passagem da Tocha Olímpica

Por Amanda Guimarães


Manaus – O revezamento da Tocha Olímpica, durante a manhã deste domingo (19), virou programação especial para diversas famílias em Manaus. Um dos pontos que o símbolo olímpico passou, no Largo do São Sebastião, localizado no Centro, foram registrados a participação de crianças, adultos e idosos, que saíram de casa apenas para ver a Tocha de longe.

A auxiliar administrativa Maria José Leite, 39, foi uma das pessoas que abriu mão do descanso e esperou a chegada da Tocha no Largo do São Sebastião. Segundo ela, a meta é acompanhar o trajeto do símbolo até o Complexo da Ponta Negra com seus familiares.

“Eu trouxe minhas filhas, sobrinhas e irmãs para participar deste momento”, contou. “Para mim, é um evento único, porque é primeira vez que está acontecendo em Manaus. Vou aproveitar e ainda vou para a Ponta Negra, participar da grande festa”.

Já a autônoma Valdiza de Araújo, 60, não desgrudou um minuto de uma bandeira do Brasil enquanto esperava a chama olímpica.

“É um momento muito importante para o nosso País. Utilizei essa bandeira em outras manifestações. Era um sonho acompanhar a tocha de perto e, hoje, estou conseguindo realizar. Acordei 5h, vim sozinha, mas ver o símbolo de perto foi maravilhoso”, disse Valdiza, emocionada.

A Tocha chegou por volta das 13h30 no Largo do São Sebastião, sendo carregada pelo cirurgião plástico Euler Filho. O mesmo passou para o atleta de tiro ao alvo, Gustavo Santos. “É só felicidade poder participar deste evento. É uma experiência única. É uma honra para todos nós”, disse Gustavo antes de participar do revezamento.

O professor Thomas Gomes, 30, aproveitou a passagem da tocha pelo Largo, para mostrar que é contra a realização das Olimpíadas no Brasil. Ele levou cartazes de protesto e um boneco inflável representando o ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva.

“O boneco demonstra que o responsável por esse evento é o Lula. O cartaz é para questionar, porque não vai ficar nenhum legado importante depois das Olimpíadas, como uma melhor segurança e uma educação de qualidade. Queremos mostrar que nem todo mundo é a favor deste evento”, disse.

O enfermeiro Mateus Soares Neto, 31, disse que o evento está sendo realizado em um momento errado. “Em comparação com as Olimpíadas das outras edições, isso é um vexame. O Governo errou, pois estamos vivendo um momento de crise economia. Essa Olimpíadas não vai adiantar nada”, comentou.

Nesta manhã, a chama olímpica desembarcou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, seguiu para a Arena da Amazônia. No início da tarde, a tocha passou por pontos do Centro Histórico como Mercado Adolpho Lisboa.

Ainda hoje, o símbolo estará na zona leste de Manaus, com trajeto iniciando na rotatória do São José, passando por toda a extensão da Avenida Autaz Mirim e na Avenida Itaúba, até o cruzamento com a Avenida Mirra.