No Amazonas, 40,54% das escolas perdem prazo para escolher livros didáticos

Por Annyelle Bezerra


Manaus – No Amazonas, 40,54% das escolas públicas não escolheram, até o término do prazo, os livros didáticos destinados aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, a partir de 2017, e devem receber, compulsoriamente, uma das coleções aprovadas de cada componente curricular, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prazo final para a seleção das obras encerrou na última segunda-feira, após prorrogação por três dias.

Com apenas 54,86% das unidades educacionais que compõem a rede pública do Estado tendo finalizado a seleção, o Amazonas, juntamente com o Amapá (50,22%) foram as Unidades da Federação que apresentaram os números mais baixos na escolha do livro didático.

O FNDE mostra, ainda, que 4,60% das escolas amazonenses chegaram ao último dia com o processo em fase de elaboração.

Neste ano, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) tem o objetivo de selecionar coleções didáticas que incluam todos os componentes curriculares dos anos finais do Ensino Fundamental como, por exemplo, Língua Portuguesa, Matemática, Língua Estrangeira Moderna (Inglês e Espanhol), Ciências da Natureza, História, Geografia e Arte.

A decisão sobre os livros competia a professores, diretores e coordenadores pedagógicos. A orientação era de que fossem escolhidas duas opções de coleções de cada componente curricular, de editoras diferentes para que, em caso de imprevistos, o FNDE pudesse negociar as obras da segunda opção.

Na Região Norte, Tocantins (5,67%) foi o Estado com a menor quantidade de escolas com seleção não iniciada; seguido por Rondônia (19,68%); Pará (19,81%); Roraima (28,76%); e Acre (28,96%).

Avaliação

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam), Jorge Alencar, a não paralisação das atividades nas escolas, por um dia, para que os gestores pudessem fazer a escolha e a vinda de apenas alguns exemplares impressos das obras para que os envolvidos tomassem conhecimento dos conteúdos acabaram contribuindo para que algumas unidades educacionais não finalizassem o processo.

“Em anos anteriores, era estipulado pelas secretarias um dia específico de suspensão das aulas. A partir deste ano, isso não aconteceu. Houve desorganização. Sem falar que alguns livros não vieram e as análises tiveram de ser feitas em arquivos eletrônicos”, disse.

Consultadas sobre o caso, as secretarias estadual e municipal de educação, Seduc e Semed, informaram que 100% das escolas de ambas as redes realizaram a escolha e que houve um calendário de paralisação das atividades para a análise dos livros.

Brasil

Em todo o País, apenas 10,42% e 2,61% das escolas públicas não finalizaram a escolha ou chegaram no final do prazo, com o processo em elaboração, respectivamente. As 86,97% restantes cumpriram seu papel.

Paraná (97,75%), Mato Grosso do Sul (95,17%), Espírito Santo (94,06%) e Sergipe (94,01%) atingiram os maiores índices de escolha efetivada.

A previsão é de que sejam adquiridos cerca de 79 milhões de exemplares para atender 10,5 milhões de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, em todo o País.