Secretário diz que reordenamento deixará saúde mais eficiente no AM

Por Geraldo Farias


Manaus – Nesta terça-feira (7), o secretário estadual de saúde Pedro Elias participou de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), para falar sobre o reordenamento da saúde anunciado como medida do Governo para cortes de gastos de R$ 316 milhões e combate a crise financeira. Os secretários de administração, Evandro Melo; de fazenda, Afonso Lobo; e de planejamento, Thomas Nogueira; também participaram do evento.

Pedro Elias explicou que o reordenamento não significa fechamento de unidades de saúde do município de Manaus ou falta de atendimento. Segundo o secretário, a medida é para transformar a saúde básica em um modelo integral, ao contrário do modelo fragmentado de hoje.

“O reordenamento é para gerar eficiência, segurança e na qualidade dos serviços à população”, disse Elias, destacando que o novo modelo permitirá um atendimento melhorado e combaterá a fragmentação atual, onde numa mesma rua tem um Caic, a 500 metros tem uma UBS e também um hospital.

Elias afirmou ainda que o reordenamento não é algo feito de uma hora pra outra e, sim, vem sendo trabalhado há mais de dez meses, pela equipe técnica da Susam. Pedro Elias explicou que as medidas têm objetivo de redução no valor dos contratos do governo, principalmente para otimizar os serviços.

Para o secretário, o reordenamento é para impedir a lógica de outros governos de ficarem abrindo inúmeras unidades de saúde com baixa qualidade no atendimento. “Nós não podemos mais seguir na lógica de gestor, em abrir umidades em qualquer lugar. Não adianta abrir 50 maternidades com apenas 20 leitos. É muito mais efetivo ter menos maternidades e com mais leitos”, disse.

Elias disse que houve mudança na pirâmide de prioridades no atendimento da saúde básica do Estado com o envelhecimento da população. Segundo ele, por conta disso, o governo quer acabar com essa situação de 72 unidades sobrepostas. “A gente observa que, em determinadas regiões, tem 2 Caics, 2 Caimis, um hospital e um SPA. É importante ressaltar que o importante não é ter várias unidades e, sim, garantir que funcionem”, analisou Elias.

Antes da explicação de todo o contexto do reordenamento feito pelo governo do Estado na área da saúde, Pedro Elias reafirmou que não haverá falta de atendimento nas unidades de saúde de Manaus. “Ninguém ficará sem atendimento. A população brasileira está envelhecendo e as medidas do reordenamento são para adequar a essas alterações demográficas da nossa população, onde, em dez anos, Manaus terá menos de 15% de sua população menor de 15 anos”, disse Elias.

Sobre as Policlínicas e Caimis, o secretario disse que as mudanças anunciadas servem para levar um unidade menor para dentro de uma maior e permitir acesso a especialidades e exames, capacitar o atendimento e realocar recursos.

Sobre os Caics, Pedro Elias esclareceu que nenhum deles irá fechar, apenas mudarão o perfil. “Todos os que não forem englobados a unidades maiores serão transformados em Centro de Atendimento Integral a Família, seguindo aquilo que preconiza o SUS e a OMS”, comentou.

Se tratando das maternidades, o secretário da saúde explicou que não se deve manter maternidades com menos de 100 leitos, pois o ideal é a partir de 200 leitos. Pedro Elias também afirma que todos os distritos populacionais de Manaus terão uma maternidade.

Sobre os SPAs e UPAs o secretário explicou que as mudanças são para melhorar o atendimento ostensivo e estendido as especialidades destas unidades. “Os SPAs não servem para o atendimento de situações agudas, só para situação está pequenas”.