Amazonas encerra outubro com saldo 1,1 mil vagas formais, diz Caged

O saldo de outubro é 45,4% menor que a sobra de empregos formais de outubro de 2017, quando o resultado entre admissões e demissões totalizou 2,6 mil postos ocupados, no Estado

Da Redação com Agências / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Amazonas encerrou o mês de outubro com saldo de 1,1 mil vagas de empregos formais de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério dos Transportes e Empregos (MTE), divulgados nesta quarta-feira (21). Em outubro, foram confirmadas 11,3 mil contratações, contra 10,1 mil demissões. O saldo é 45,4% menor que a sobra de empregos formais de outubro de 2017, quando o resultado entre admissões e demissões totalizou 2,6 mil postos ocupados.

O saldo de outubro passado foi assegurado pelos resultados positivos dos setores de Serviços e do Comércio que totalizaram 649 e 495 vagas formais, respectivamente. A Construção Civil registrou saldo de 145 empregos e a Agropecuária, 195 postos.

Já entre os setores que assinalaram mais demissões que contratações, o destaque ficou com a Administração Pública que perdeu 271 postos. No ano, o saldo é de 7,2 mil empregos, diferença de 116 mil contratações ante 108 mil desligamentos. Em 12 meses, o saldo é de 6,3 mil empregos após 136 mil admissões e 130 mil demissões.

O setor de Serviços puxou o resultado positivo de outubro, no Amazonas (Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles)

Nacional

O Brasil terminou o mês de outubro com saldo de 57,7 mil postos de trabalho formais, o que representa uma variação de 0,15%, em relação ao mês anterior.

O desempenho é resultado de 1,279 milhão de admissões e 1,221 milhão de desligamentos. Entre janeiro e outubro, houve crescimento de 790,5 mil empregos – uma variação positiva de 2,09%. O saldo acumulado deste ano é o melhor desde 2015. Nos últimos 12 meses, foram gerados 444,4 mil postos de trabalho (alta de 1,16%).

O aumento no número de empregos foi registrado em seis dos oito setores econômicos. O melhor desempenho foi observado no setor de Comércio, com expansão de 34,1 mil postos de trabalho. No Comércio Varejista foram criados 28.984 vínculos, o que representa crescimento de 0,39%. Foram 5,1 mil empregos a mais – elevação de 0,32% – no Comércio Atacadista.

O segundo setor com saldo mais expressivo foi o de Serviços, com geração de 28,7 mil empregos formais. O segmento teve aumento de 0,17% postos de trabalho, em relação ao mês anterior.

O subsetor do Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviço Técnico cresceu 0,21% em outubro – foram 9,.9 mil vínculos. Em seguida aparecem os subsetores de Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários, com alta de 0,33% – 7 mil postos de trabalho; e Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação, Manutenção e Redação (0,11 – 6,5 mil empregos).

O setor de Indústria de Transformação, com 7 mil vínculos, foi o terceiro em desempenho em outubro. O número corresponde a aumento de 0,10% sobre setembro.

Os subsetores com melhores índices foram os de Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (alta de 0,17% e geração de 3,2 mil postos de trabalho); Indústria Mecânica (alta de 0,46% e 2,4 mil vínculos); e Metalúrgica (crescimento de 0,38% e 2,2 mil postos).

Trabalho intermitente gerou 4,8 mil novas vagas em outubro

Nova modalidade de contratação criada pela reforma trabalhista, o trabalho intermitente ficou com saldo positivo de 4,8 mil vagas ocupadas, enquanto o regime de trabalho parcial abriu 2,2 mil novos postos com carteira.

O contrato de trabalho intermitente permite às empresas chamar os trabalhadores apenas quando for necessário, pagando apenas pelas horas cumpridas. Os setores de Serviços e Comércio continuam puxando essas contratações, seguidos pela Construção Civil e pela Indústria de Transformação em menor medida.

A maior parte dos postos gerados foi ocupada por homens (63,9%) e jovens de 18 a 24 anos (31,6%). Em geral, são trabalhadores com Ensino Médio completo ou incompleto. As funções mais comuns são assistente de vendas e atendente de lojas e mercados.

Um total de 54 empregados celebrou mais de um contrato na condição de intermitente em outubro. No entanto, não há especificação sobre quantos contratos cada um firmou. Essa é uma questão crucial que tem sido questionada na análise das estatísticas do Caged, porque uma pessoa contratada para mais de um emprego formal poderia ajudar a ‘inflar’ o saldo geral do cadastro, que inclui todos os vínculos.

No caso dos postos de trabalho de jornada parcial (inferior à jornada integral de 44 horas semanais), um total de 30 empregados celebrou mais de um contrato nessa modalidade. O saldo geral também foi puxado pelos Serviços e Comércio.

Na jornada parcial, o perfil dos trabalhadores contratados muda um pouco. Pouco mais da metade (55,5%) do saldo gerado foi devido a mulheres. A prevalência de jovens de 18 a 24 anos e de trabalhadores com Ensino Médio completo e incompleto, no entanto, permanece.