Baixa de firmas no Amazonas supera o ano passado

Por Lílian Portela


Manaus – O número de firmas fechadas no Amazonas até julho, já superou todo o ano passado. De acordo com os dados da Junta Comercial do Amazonas (Jucea), neste ano, já são 3.384 baixas contra  2.998, em 2015
“Isso é reflexo da crise. No Brasil já são 180 mil estabelecimento que encerram suas atividades este ano. E o comércio e serviços são dois setores mais lentos na sua recuperação que dependem da indústria, da taxa de juros e  do crédito”, disse o economista da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do  Amazonas (Fecomércio), José Fernando Pereira.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência Social, o  Amazonas perdeu mais de 15 mil empregos celetistas no primeiro semestre do ano. Somente em junho, foram encerrados 1,2 mil postos de trabalho no Estado. Só a indústria encerrou nos primeiros seis meses do ano quase 6 mil vagas; o comércio 4,7 mil e serviços 4,2 mil.

De acordo com a Jucea, o fechamento das empresas, nesse ano,  registrou um crescimento de mais de 115% quando comparado ao mesmo período de 2015, onde chegou a 1.572 . Durante todo o ano de 2015, foram fechadas 2.998 empresas, contra 2.810 em 2014.

Os dados da Jucea apontaram ainda que a modalidade “empresário” apresenta o maior número de extinções. Em julho deste ano, foram 322 contra 101, no mesmo mês de 2015, um aumento de mais de 218%. Já na modalidade Ltda, também houve um crescimento de 56,4% no número de fechamentos.

Nestes sete primeiros meses do ano, 2.881 empresas abriram suas portas, enquanto que no mesmo período de 2015, 3.371. O que indica uma queda de 14,5%. “A economia vive de expectativas, se esta é negativa, isso desestimula investimentos. Consequentemente, resulta não só no fechamento, mas também o índice de abertura diminui”, disse o economista.

Na modalidade “empresário” foram abertas 1.591 de janeiro a julho deste ano, já no mesmo período de 2015, 1.885, representando uma queda de 15,5%. Já na modalidade Ltda, foram abertas 847 neste ano, contra 1.034 de janeiro a julho de 2015. O que também revelou uma queda de 18%. E na Empreendedor Individual (EI)  foram abertas 415 nestes sete meses deste ano, contra 420, em igual período do ano passado. O que mostra uma pequena retração de 1,2%.

Desde 2010, a exclusão de empresas inativas está mais rápida. A medida foi facilitada pela Lei Federal 8.934/94, que permite dar baixa no cadastro das empresas sem movimentação há 10 anos. Já a Lei Complementar do Super Simples, de agosto de 2015, também agilizar o processo de fechamento de negócios, sem a necessidade de apresentar certidões negativas de débito.