Bioeconomia e Economia Digital são novas fronteiras

O modelo de desenvolvimento volta-se para programas de inovação para aplicar princípios ativos e novos materiais a partir da biodiversidade e a integração das tecnologias digitais

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O avanço da tecnologia é historicamente acompanhado pela Zona Franca de Manaus (ZFM) que completa, nesta quarta-feira, 51 anos da edição do Decreto-Lei 288. Com o direcionamento da autarquia responsável pela gestão dos incentivos fiscais, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o modelo de desenvolvimento regional que abriga um dos polos tecnológicos do País, agora volta-se para o Programa Prioritário de Bioeconomia e Economia Digital, além de Recursos Humanos.

Os Programas Prioritários são um conjunto de projetos voltados ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação considerados de grande relevância para o desenvolvimento regional. Além da Bioeconomia, outros dois programas são alvos da Suframa, o de Economia Digital e o de Formação de Recursos Humanos.

 O Programa de Bioeconomia visa prospectar princípios ativos e novos materiais a partir da biodiversidade Amazônica e inclui, ainda, a biologia sintética, engenharia metabólica, nanobiotecnologia, biomimética e bioinformática, incluindo processos, produtos e serviços destinados aos diversos setores e tecnologias de tratamento e reaproveitamento de resíduos; negócios de impacto social e ambiental e o estabelecimento de incubadoras e Parques de Bioindústrias.
Programas incluem biologia sintética e nanobiotecnologia, entre outros (Foto: Sandro Pereira)ec

No Programa de Economia Digital já foram captados R$ 9,2 milhões de empresas como a Transire, Dense, Envision, Flex, Tesa, GBR, Fujifilm e Kodak, além da criação de três startups: Arkanjo, Safelatina e a Plugae. Essas startups irão desenvolver projetos de Internet das coisas (IoT); Segurança e defesa cibernética; Cidades Inteligentes (Smart Cities); Integração, processamento e análise de grandes volumes de dados (Big Data) e computação em nuvem; Manufatura avançada (4.0); Tecnologias de informação e comunicação aplicadas às áreas de saúde, educação, segurança, energia e mobilidade; e Telecomunicações.

Na área de Recursos Humanos, o objetivo é a formação de profissionais nas áreas de Engenharias; Computação e tecnologias da informação; Bioeconomia; Pesca e aquicultura; Produção agropecuária e agroflorestal sustentável; Fármacos e cosméticos; Energias renováveis; Ciência e tecnologia dos alimentos; e Empreendedorismo.