CBA pede apoio e verbas a cinco projetos de produtos regionais

Da Redação


Manaus – O coordenador-geral do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Adrian Martins, solicitou apoio das entidades de classe da indústria e do comércio, a cinco projetos selecionados pelo centro, para captação de recursos por meio de  emendas parlamentares. O pedido foi feito em reunião na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), nesta quinta-feira.

De acordo com Martins, produtos regionais, como guaraná, açaí, óleos de andiroba e copaíba, possuem viabilidade econômica, mas precisam ser produzidos em grande escala e com qualidade para que possam ser exportados. Para o dirigente, a adoção de emendas parlamentares para os projetos vai injetar recursos e contribuir para a superação das barreiras, promovendo a competitividade da indústria nacional.

O 1º vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, destacou a estruturação de laboratórios como essenciais para viabilização de produtos em grande escala, ressaltando a importância dos projetos que focam o aproveitamento da biodiversidade da região  vão somar-se às atividades do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Dentre os projetos está a criação de laboratório de métodos alternativos ao uso de animais para avaliação de segurança toxicológica de produtos oriundos da biodiversidade; a consolidação da cadeia produtiva do curauá para dinamizar a indústria e o comércio de fibra de origem amazônica; melhoramento e qualificação de insumos comerciais da biodiversidade amazônica; consolidação da cadeia produtiva de castanha, visando à produção de frutos e madeira de qualidade; e o projeto de suporte a eventos internacionais para estimular empresas de base tecnológica na Amazônia.

O projeto de melhoramento e qualificação de insumos comerciais da biodiversidade amazônica prevê melhorar a qualidade dos óleos pau-rosa, copaíba e andiroba, fornecidos e exportados para indústrias de cosméticos, perfumaria e farmacêutica. Também pretende desenvolver novos ingredientes funcionais para a indústria de alimentos a partir de camu-camu, tucumã, açaí e pupunha.

De acordo com a coordenadora de Biologia Vegetal do CBA, Simone Silva,  o curauá é uma das fibras mais resistentes e que as indústrias de automóveis  e de celulares  já mostraram interesse  na utilização industrial, mas que não há produção comercial para atender a demanda.

A especialista disse, ainda, que o curauá vai ampliar a ofertas de fibras regionais e que seu valor agregado é superior aos das fibras convencionais e que cultivado em terra firme.