Cresce venda de imóvel em Manaus

O setor movimentou R$ 53 milhões, com a comercialização de 208 unidades, a maioria de dois dormitórios e 64% com o valor do metro quadrado entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, segundo a Ademi e o Sinduscon

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O mercado imobiliário de Manaus em fevereiro movimentou R$ 53 milhões em vendas, com a comercialização de 208 unidades, a maioria de dois dormitórios. A pesquisa de mercado foi apresentada, nesta quarta-feira (28), pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).

De acordo com o presidente da Ademi, Romero Reis, os números mostram que o mercado está bastante movimentado em relação às outras capitais do País e que o consumidor ainda está com o poder de compra em suas mãos. “O preço médio do metro quadrado em Manaus durante o mês de fevereiro foi de R$ 5.271, sendo R$ 310 a mais que no mês anterior. A tendência dos próximos meses é de crescimento das vendas, acompanhando a retomada do crescimento econômico brasileiro”, pontuou o empresário.

O setor movimentou R$ 53 milhões, com a comercialização de 208 unidades, a maioria de dois dormitórios. (Foto: Eraldo Lopes)
Em relação à venda de unidades verticais (apartamentos), 64,6% das compras foram de imóveis com o valor do metro quadrado variando entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, enquanto 26% dos compradores optaram por imóveis com preço do metro quadrado variando de R$ 4 mil até R$ 5 mil.

A pesquisa apresentou ainda as várias características dos imóveis vendidos. Em fevereiro, os mais procurados pelos compradores foram os com dois dormitórios, somando um total de 131 vendas. Foram vendidos 15 imóveis com três dormitórios, um com quatro dormitórios, um com três dormitórios e uma cobertura, e um com quatro dormitórios e uma cobertura.

A metragem dos apartamentos vendidos também foi especificada na pesquisa. A maioria (128 imóveis) têm até 50 metros quadrados, 12 imóveis têm de 101 até 150 metros quadrados, 14 são de 51 a 75 metros quadrados e três de 76 até 100 metros quadrados.

Para as entidades do setor, o reaquecimento do mercado vai depender da redução das taxas de juros dos financiamentos imobiliários, referente ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), seguindo a baixa histórica da Selic, em especial das taxas praticadas pela Caixa Econômica Federal, líder em crédito imobiliário, o que poderá trazer o mercado para níveis próximos de 2012, quando estava aquecido.