Em Manaus, venda de imóveis reduz 36,4%

O metro quadrado mais caro, do tipo residencial, éem Adrianópolis, ao custo de R$ 6,7 mil, seguido pelo Centro, com R$ 61 mil, segundo os dados divulgados ontem pela Ademi e Sinduscon

Da Redação / portal@d24am.com

Foto: Sandro Pereira

Manaus – A comercialização de imóveis em  Manaus caiu 36,4%, em março, em relação a igual mês do ano passado, ao passar de 310 para 167 unidades e  o Volume Geral de Vendas (VGV) despencou de R$ 98 milhões para R$ 66,1 milhões.  Apesar do resultado, o volume foi considerado como positivo pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi), com base na  Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada em parceria com o Sindicato das Indústrias de Construção do Amazonas (Sinduscon).

O preço médio do metro quadrado ficou em R$ 4.042,77, totalizando 16.350 metros quadrados vendidos. Em março do ano passado, o preço médio do metro quadrado custava R$ 4.583 e foram vendidas 310 unidades.

De acordo com o levantamento, foram comercializadas 197 unidades, totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 66,1 milhões. O preço médio do metro quadrado ficou em R$ 4.042,77, totalizando 16.350 metros quadrados vendidos. Em março do ano passado, o preço médio do metro quadrado custava R$ 4.583 e foram vendidas 310 unidades.

O metro quadrado mais caro, do tipo residencial, foi no bairro Adrianópolis, ao custo de R$ 6.785,98. Já a região Centro, com R$ 6.148,65, vem logo em seguida.

No comercial, o bairro Ponta Negra lidera com o metro quadrado de maior valor: R$ 13.872,16. Ainda conforme a pesquisa da Ademi, em março, o imóvel pronto obteve a melhor velocidade de venda (VSO), na ordem de 5,4%. Na planta, o VSO foi de 4,3%.  Já o imóvel em obra foi o que mais vendeu, totalizando 79 unidades, com VSO de 3,7%.

“A moradia é necessidade básica, bastando tendência de melhora na economia para resultar em sinal positivo nos índices de venda. Isso beneficia a liberação da oferta, mostrando um novo ciclo imobiliário por vir”, analisa o presidente da Ademi, Romero Reis.

Em março. as vendas foram maiores na categoria de imóveis com faixa de preços que vão de R$ 150 mil a R$ 250 mil, com um total de 55 unidades comercializadas, representando 27,9% das vendas. A faixa de preço que vai de R$ 250 mil a R$ 400 mil, obteve a segunda melhor venda, com 54 unidades e 27,4% da totalidade das vendas.

Bairros

O bairro Colônia Terra Nova teve o maior número de unidades vendidas, com 29 unidades. Em seguida vem o bairro Ponta Negra, com 27 unidades. Logo depois aparece o bairro Adrianópolis, com 22 unidades. O maior VSO é do bairro Santo Agostinho, com 28,6%, seguido pelo bairro Alvorada, com 28%. Já o bairro Ponta Negra possui o maior número de unidades disponíveis para venda, totalizando 732, seguido pelo bairro Adrianópolis, com 671.

E a tipologia de um quarto teve o maior VSO, com 11% ou nove unidades vendidas, com a totalidade de 4,8% das vendas. Com isso, a pesquisa conclui que imóveis residenciais prontos e com menor metragem quadrada lideraram as vendas em março.

A pesquisa é feita mensalmente com as informações que as empresas, construtoras e incorporadoras repassam à Ademi e ao Sinduscon.

Nacional

No País, a atividade  teve queda menos intensa em março. O índice de nível de atividade cresceu 4,2 pontos frente a fevereiro e atingiu 44,5 no mês passado. Foi o terceiro crescimento consecutivo no indicador, mas, como permanece abaixo de 50 pontos, reflete queda.

As informações são da pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos sinalizam queda.

Recuperação da PDG sai em maio e Gafisa se separa da  Tenda

A apresentação do plano de recuperação judicial da PDG Realty será feita apenas no fim do maio, e não no início do mês, como estimado inicialmente pela administração da incorporadora. Segundo fontes próximas ao assunto, o caso tem demandado mais tempo por sua complexidade, informou o jornal O Estado de S. Paulo.

A companhia acumula dívida total de R$ 7,8 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões serão renegociados dentro do processo de recuperação, num total de 23 mil credores. A PDG não comentou o assunto.

Um dos pontos mais delicados  diz respeito à injeção de dinheiro novo na empresa, algo essencial para terminar as obras de 27 empreendimentos, que totalizam 7,3 mil unidades. Dezessete obras estão paradas.
A Vinci Partners é a principal acionista, com participação de 33%, seguida pela gestora Orbis Investment, com 15%.

Gafisa

A Gafisa anunciou, nesta noite de sexta-feira, a conclusão do processo de separação das unidades de negócio Gafisa e Tenda e mudanças na diretoria, com a saída do diretor Financeiro e de Relações com Investidores, André Bergstein.

A empresa  já iniciou o processo de substituição de Bergstein, e  Sandro Gamba, diretor-presidente da Gafisa, será o diretor Financeiro e de Relações com Investidores.