Em Maués, programa piloto tenta aumentar produção de guaraná

Após seleção, 11,6 mil mudas foram plantadas em uma área de 72 hectares por 36 famílias descendentes dos Sateré Mawé, os primeiros a cultivar o fruto

Da Redação / portal@d24am.com

Foto: Divulgação

Manaus – Nativo da região do Baixo Amazonas, o guaraná, um dos produto in natura mais caros no Brasil, com preço de até R$ 25, o quilo, ganha  impulso em Maués (a 276 quilômetros a leste de Manaus), onde a prefeitura lançou um programa de modernização das lavouras, após uma produção quase nula, em 2016.

A Comunidade Nossa Senhora de Lourdes, no Lago Curuçá (a 45 km da sede do município), foi o local escolhido para iniciar o projeto piloto. Acompanhados por técnicos, no começo de maio, 11,6 mil mudas selecionadas foram plantadas em 72 hectares preparado, por 36 famílias  descendentes dos Sateré Mawé, os primeiros a descobrir as propriedades medicinais e energéticas da fruta.

Quando a primeira colheita destas plantas acontecer, em 2020, a região produzirá 17,5 toneladas/ano, com uma estimativa de receita de R$ 13 mil para cada família e totalizando quase R$ 500 mil.

“Até novembro, teremos 12 comunidades polos implantadas na zona rural, cultivando com acompanhamento, apoio e planejamento permanente de todo o processo”, explicou o prefeito Junior Leite.

O objetivo inicial do projeto é dobrar o número de postos de trabalho gerados com o cultivo e comercialização da fruta em todo o município. Atualmente, são 2,5 mil famílias que produziram 329 toneladas em 2015, muito distante das mais de 800 toneladas produzidas no município baiano de Taperoá, recordista.

Em parceria com a associação dos produtores locais e a orientação do Sebrae-AM, o município está próximo de obter o Registro (selo) de Indicação Geográfica do Guaraná de Maués, que irá garantir  a procedência e a qualidade e, ao mesmo tempo, estará agregando valor  ao produto final.

Na pesquisa para conseguir o selo, a Prefeitura descobriu que empresas no Mato Grosso e em outros Estados, já haviam solicitado patentes para nomes como ‘Guaraná de Maués’, ‘Guaraná da Amazônia’ e ‘Made In Maués’, entre outros.