Liquidações devem incrementar vendas em Manaus

No período entre 26 e 31 de dezembro, o comércio varejista de Manaus espera um crescimento de 5% nas vendas, com relação ao mesmo período do ano passado

Beatriz Gomes / redacao@diarioam.com.br

Manaus – As liquidações do comércio, após o período natalino, ocorrem cada vez mais cedo. Há pelo menos dois anos, era preciso esperar a ressaca do Réveillon, em janeiro, para só então aproveitar as queimas de estoque do varejo. Mas, atualmente, a partir do dia 26 de dezembro, tudo aquilo que não vendeu até agora, vira promoção.

A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM) é que, no período de 26 a 31 de dezembro, haja um incremento de 5% nas vendas, com relação ao mesmo intervalo do ano passado. “Ninguém perde mais tempo. Aqueles produtos que são tipicamente natalinos e que não foram vendidos, vão queimar. Melhor do que a loja guardar o ano todo aquele prejuízo de armazenamento. E até aqueles itens do ano também podem entrar nas promoções daqueles que não alcançaram a meta até o fim do ano”, afirma o presidente da CDLM, Ralph Assayag.

Comércio faz liquidação para renovar os estoques do que não vendeu no fim do ano (Foto: Eraldo Lopes/RDC)

O segmento de alimentação e bebidas é o que terá o maior incremento nesse período pós-Natal. “Agora é momento de vender mais bebida, alimentação, decoração, fogos de artifícios e roupas para a virada”, explica Assayag.

O Manauara Shopping foi um dos que já entrou em liquidação para aproveitar o movimento crescente de consumo desse fim de ano. Entre os dias 26 e 30 de dezembro, o centro comercial realiza a campanha ‘Banho de Descontos’, mais uma oportunidade aos consumidores que querem realizar compras com preços baixos, ainda em 2018.

“É uma liquidação inédita e que vai facilitar ainda mais o final do ano dos nossos clientes e consumidores”, afirmou a gerente de marketing do Manauara Shopping, Isa Lucena.

Os segmentos de vestúario, eletroeletrônicos, cama, mesa e banho, brinquedos e acessórios estão entre os destaques da liquidação. “É a chance de fazer as últimas compras do ano e ainda contar com descontos atrativos. Já para os lojistas, é a oportunidade de venderem ainda mais e começarem 2019 com os estoques renovados”, afirma a gerente de marketing da Sonae Sierra Brasil, Joana Corsi.

Troca-troca

A semana após o Natal também é conhecido pela alta frequência de trocas de presentes nas lojas. Por isso é preciso ficar atento às regras de trocas dos estabelecimentos na hora da compra.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) somente obriga a loja a realizar a troca de produtos com defeito. Caso contrário, fica a critério do estabelecimento. No entanto, uma vez instituída uma política de troca, a loja deverá realizar o procedimento, asseguradas as exigências informadas no ato da compra ou fixadas em etiquetas, como prazo, condições da peça, etc.

Vendas a prazo têm melhor resultado desde 2014, diz SPC

A retomada da confiança do consumidor e a expectativa de retomada da economia levaram os brasileiros a presentear mais neste Natal, nas vendas a prazo. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que as consultas ao banco de dados entre 4 e 24 de dezembro – data comemorativa mais lucrativa para o varejo -, cresceram 2,66% comparado ao mesmo período do ano passado.

Este é o segundo ano consecutivo de alta. Nos últimos anos, as vendas a prazo no Natal tiveram o seguinte desempenho: 2,13% (2017), -2,29% (2016), -4,16% (2015), -8,3% (2014), 3,62 (2013) e 3,90% (2012).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os números refletem o clima de otimismo quanto aos rumos do País. “Após um período de retração da economia, observa-se uma perspectiva positiva do cenário pós-eleições, que estimulou muitos consumidores a irem às comprarem neste Natal”, avalia.

De acordo com um levantamento da CNDL e do SPC Brasil, o gasto médio do brasileiro com o total de presentes de Natal foi estimado em R$ 115,9. A previsão era de que a data movimentasse cerca de R$ 53,5 bilhões na economia.