Mais de 1.400 acordos já foram firmados em dois dias da Semana da Conciliação

De acordo com o corregedor geral de Justiça, desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior, a homologação desses acordos representa mais de R$ 14 milhões em movimentações

Édria Caroline / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Já foram 1.415 acordos homologados nos fóruns da capital e do interior e mais de R$ 14 milhões movimentos em acordos feitos, apenas nos dois primeiros dias da Semana Nacional de Conciliação (SNC) no Amazonas. As informações são do coordenador da SNC e corregedor geral de Justiça, desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior, que esteve no programa ‘DEZ NA TV’, da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), na manhã desta quarta-feira (7).

“A semana de conciliação já começou com um impacto, quando uma vara nos informou que o primeiro acordo feito por ela foi de R$ 6 milhões. Então, esses números são dados computados até esta terç-feira (6). Isso sem contar as comarcas do interior que ainda não conseguiram nos enviar os resultados oficiais, porque são municípios mais distantes, em que a comunicação é mais precária”, explica Lafayette.

O desembargador diz, ainda, que os dados de Jutaí (a 751 quilômetros a oeste de Manaus) ainda não foram computados, pois um forte temporal atingiu a cidade na segunda-feira (5), causando vários danos à rede elétrica e de telefonia.

O corregedor geral de Justiça, desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior, que esteve no programa ‘DEZ NA TV’, da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), na manhã desta quarta-feira (7) (Foto: Raquel Miranda)

Durante toda a semana, são 89 varas e 1.100 servidores do Judiciário em um mutirão para atender cerca de 10 mil ações agendadas para a SNC, mas o desembargador lembra que a conciliação acontece durante todo o ano. “É importante que as pessoas saibam que existe conciliação o ano todo. Esse grande evento nacional é proforma para chamar a atenção das pessoas. Se você puder conciliar é muito melhor que ficar brigando”, diz.

O site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) disponibiliza um ícone de ‘Quero Conciliar’, no qual a pessoa pode acessar e realizar todo os trâmites necessários para que consiga conciliar com a outra parte envolvida no processo e assim, ajudar a desafogar a grande demanda do sistema judiciário. Mas, o corregedor geral de Justiça alerta: é importante que as partes cheguem às conciliações “desarmadas”.

“Quando a gente fala em conciliação, significa parar um litígio. É preciso que as pessoas cheguem às audiências sem aquele ranço, aquela raiva, sem aquela mágoa. Que saiba que em uma audiência de conciliação as duas partes tem que perder, tem que ceder”, aconselha Lafayette.