Mundial de futebol movimenta R$ 1 milhão em bares do Amazonas

CNC estima que o segmento de bares e restaurantes deve injetar R$ 251 milhões no País com eventos relacionados à Copa do Mundo de futebol da Rússia. Valor será negativo em relação a 2014

Da redação com agências / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Estimativa da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o Mundial de Futebol de 2018 deverá gerar um incremento de R$ 251,7 milhões no faturamento das atividades especializadas em serviços de alimentação, como bares e restaurantes. No Amazonas, a previsão da entidade gira em R$ 1,7 milhão.

Confirmada a expectativa da CNC, a movimentação financeira apresentará uma variação negativa de 36,9% em relação aos R$ 399 milhões faturados durante o Mundial de 2014. Descontada a inflação do período, a queda chega a 51,4% em termos reais.

Os Estados de São Paulo (R$ 82,1 milhões) e do Rio de Janeiro (R$ 40,3 milhões) deverão concentrar quase metade (48,6%) do faturamento total esperado pelo segmento. Em termos reais, as maiores quedas reais de receitas em relação ao Mundial de 2014 deverão ocorrer nos Estados do Rio Grande do Sul (-73,9%), Pernambuco (-70,1%) e Minas Gerais (-70,0%).

Tentando ainda se reerguer após a recente crise econômica, os serviços de alimentação fora do domicílio não contarão com o fluxo turístico nacional e, principalmente, internacional de quatro anos atrás, quando o Brasil sediou o Mundial. Somente em junho de 2014, desembarcaram nos aeroportos brasileiros 749 mil turistas estrangeiros – contingente 114% maior do que a média mensal de chegadas registrada no ano passado (349 mil).

Apesar das condições atuais menos favoráveis do que as de quatro anos atrás, o aumento na movimentação de clientes nesses estabelecimentos nos meses de junho e julho corresponderá a quase 3,3% do faturamento médio mensal normal do setor.

A maior presença de estrangeiros durante o Mundial de 2014 naturalmente se refletiu no aumento de divisas deixadas no país durante os meses de junho e julho daquele ano (US$ 1,578 bilhões) – cifra 50% maior do que a média bimestral de receitas da conta turismo registrada no balanço de pagamentos daquele ano.

A CNC aponta também que 9,9% das famílias brasileiras que moram em capitais pretendem fazer algum tipo de gasto relacionado ao setor de alimentação por causa do Mundial de 2018. Desse percentual, 1,9% pretende gastar em bares e restaurantes.

A intenção de consumo de alimentos e bebidas em casa se manteve equivalente ao verificado em 2014, com cerca de 53%. Para as famílias de maior poder aquisitivo, no entanto, cresceu a preferência pelo consumo domiciliar, passando de 40,4%, em 2014, para 50,6% em 2018.