No AM, 112 mil desistem de buscar emprego, aponta pesquisa

Número de pessoas que desistiram de procurar por emprego, no Amazonas, era de 77 mil, no segundo trimestre de 2017. No igual período de 2018, mais 35 mil sequer buscam por uma vaga

Da Redação com Agências

Manaus – No Amazonas, mais de 35 mil trabalhadores em condição de entrar no mercado desistiram de procurar por emprego. Esse número de desalentados passou de 77 mil para 112 mil, entre o segundo trimestre de 2017 e igual intervalo deste ano, alta de 45,9%, mais que o dobro dos 22%, da média nacional. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados, nesta quinta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Amazonas, o nível de ocupação caiu para 51,6%, no segundo trimestre. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

No País, a população desalentada alcançou o patamar recorde de 4,833 milhões de pessoas, no segundo trimestre deste ano. O desalento atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 2012, em 11 Estados. De acordo com o IBGE, desde o início da crise, em 2014, o número de pessoas procurando trabalho há mais de dois anos aumentou 162%, para o montante recorde de 3,162 milhões de desempregados nessa condição.

A situação reflete a estabilidade do mercado de trabalho, sem abertura de muitas vagas, situação agravada pela queda do rendimento. No Amazonas, o percentual de pessoas ocupadas em relação àquelas com idade de trabalhar, que é o nível de ocupação, caiu de 52,7% no primeiro trimestre para 51,6% no segundo trimestre, sendo este o mais baixo da série iniciada em 2012, diferença de -1,2 ponto percentual entre os trimestres.

Desocupação

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação se mantém no patamar elevado de 14,2%, considerada estável pelo instituto, em comparação aos meses de abril, maio e junho do ano passado. Desocupadas são as pessoas fora do mercado de trabalho, mas que tomaram alguma providência para tentar obter uma vaga no período da pesquisa.

O número de desocupados no segundo trimestre alcançou 256 mil pessoas, com um aumento de 1,0% em relação ao trimestre passado. Já em relação com o mesmo trimestre de 2017, houve queda de 9,8%, ou menos 28 mil trabalhadores, nessa situação.

As pessoas que estavam na força de trabalho em relação àquelas que tinham idade para trabalhar, alcançaram 60,1% no segundo trimestre, depois de ter sido 61,2% no trimestre anterior. Essa é a taxa de participação na força de trabalho.

Os trabalhadores ocupados passaram de 1.569.000 para 1.547.000 pessoas em todo Estado, com uma queda de 22 mil pessoas de um trimestre para outro. Já na comparação com o mesmo trimestre de 2017, a queda foi de -0,1% , ou 2 mil trabalhadores.

As pessoas que estavam na força de trabalho em relação àquelas que tinham idade para trabalhar alcançaram 60,1%, no segundo trimestre, depois de ter sido 61,2%, no trimestre anterior. Essa é a taxa de participação na força de trabalho.

A força de trabalho amazonense alcançou 1.803.000 pessoas, no segundo trimestre, queda de -1,1% em relação ao trimestre anterior (19 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, queda foi de -1,6% o que representa 30 pessoas a menos no mercado. A força de trabalho é composta pelas pessoas que estavam trabalhando e aquelas que estavam desempregadas.

Salário do trabalhador encolhe R$ 133, na Região Metropolitana

O salário médio do trabalhador na Região Metropolitana de Manaus encolheu R$ 133, entre abril, maio e junho do ano passado, em comparação com igual trimestre de 2018. Com isso, o rendimento médio real passou de R$ 2.150 para R$ 2.017, neste intervalo, segundo os dados do IBGE.

Para o coordenador de Disseminação de Informação do instituto no Amazonas, Adjalma Nogueira Jacques, a redução do valor resulta da recontratação por um valor menor que ocorre no deslocamento das atividades do trabalhador, ou mesmo nas atividades por conta própria. Nessa variação, o salário sempre tem apontado perdas pelo IBGE.

O rendimento é ainda menor quanto levado em consideração a média de todo o Estado. Os empregados do setor privado tiveram, em média, R$ 1.507,00. Já o trabalhador doméstico sem carteira foi o profissional que teve o menor rendimento, com R$ 574. O trabalhador por conta própria também esteve entre aqueles com menor rendimento, de R$ 937. Sem o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ), o rendimento do autônomo cai para R$ 813.

A administração pública registrou maior média salarial do trimestre, ao atingir, no Amazonas, R$ 2.894,00, enquanto que os serviços domésticos pagaram a menor média, de R$ 659.

Já a massa de rendimentos representada pela soma dos salários brutos recebidos de todas as pessoas ocupadas, a preços médios do trimestre alcançou R$ 2,44 bilhões, alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior e com aumento de R$ 27 milhões. No entanto, segundo o IBGE, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve pequena queda de 07%.

Para cálculo do desconto da inflação, o IBGE aplica o Índce de Preços Amplo ao Consumidor (IPCA).