No Amazonas, 84 mil trabalhadores podem sacar FGTS inativo a partir de sábado

Beatriz Gomes / portal@d24am.com

Foto: Sandro Pereira

Manaus – No Amazonas, 84,4 mil pessoas poderão sacar o saldo das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), liberado a partir de sábado (8) para os aniversariantes de março, abril e maio. O prazo, previsto inicialmente para segunda-feira, foi antecipado pela Caixa Econômica Federal (Caixa). Os saques devem injetar R$ 88,3 milhões na economia.

O pagamento das contas inativas iniciou em 10 de março e vai até 31 de julho deste ano, de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. Segundo a Caixa, no primeiro lote, voltado para nascidos em janeiro e fevereiro, 59.313 pessoas retiraram R$ 48,7 milhões das contas.

Vinte agências de Manaus abrirão sábado, para atendimento exclusivo ao pagamento de contas de FGTS, dúvidas, acertos de cadastro dos trabalhadores e emissão de senha do Cartão Cidadão.

Também está prevista a abertura em horário especial de todas as agências da Caixa do Amazonas nos dias 10, 11 e 12 de abril, das 8h às 16h, sendo que das 8h às 9h e das 15h às 16h, o atendimento será para pagamento exclusivo de contas inativas do FGTS.

A Caixa informou que, no Amazonas, 341,2 mil contas que somam R$ 353,8 milhões podem ser acessadas pelos trabalhadores até julho.

De acordo com a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Deusdina Pereira, a estratégia de antecipar o atendimento dessa segunda fase levou em conta diversos fatores técnicos. “Quando divulgamos o calendário das contas inativas em fevereiro, já estávamos trabalhando para garantir essa abertura antecipada em abril”, disse.

A Caixa criou um serviço exclusivo no site, onde o trabalhador pode ver se possui contas contempladas pela MP 763/16, o valor que tem a receber, a data do saque e os canais disponíveis para realização do pagamento.

Outra opção de atendimento aos trabalhadores é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017. Nele será possível saber se a conta vinculada está apta para recebimento do valor disponível, além de informações sobre os canais de pagamento.

Para realizar a consulta do saldo no 0800 ou no site, o trabalhador deve informar seu número de CPF ou PIS/Pasep (NIS). Nesses canais, o trabalhador pode, inclusive, indicar que deseja receber o crédito em uma de suas contas na Caixa. Já foram realizados mais de 31 milhões de atendimentos pelo 0800 e cerca de 1,6 milhões de atendimentos realizados.

De acordo com a MP 763/16, o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015 pode sacar o saldo da conta vinculada, estando ou não fora do regime do FGTS, respeitado o calendário publicado pela Caixa. Antes da MP, o trabalhador somente poderia sacar caso permanecesse três anos fora do regime do FGTS, em caso de aposentadoria, utilização para moradia, dentre outros.

As demais regras de saque das contas ativas não sofreram modificação, ou seja, o saque de contrato de trabalho vigente pode ocorrer nos casos de demissão sem justa causa, moradia própria ou aposentadoria, por exemplo.

 

Banco anuncia que poderá oferecer juros mais baixos para crédito consignado com uso do fundo

A Caixa poderá oferecer taxa de juros mais baixa para crédito consignado com o uso do saldo do FGTS como garantia, informou o presidente da instituição, Gilberto Occhi.

Na terça-feira, a Caixa divulgou as regras para uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados, com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento dos trabalhadores. A nova modalidade de crédito terá 48 meses  para pagamento e taxa de juros de até 3,5% ao mês.

De acordo com a Caixa, os valores emprestados pelos bancos dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa de 40%, em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perde o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo.

De acordo com Occhi, todos os agentes financeiros ainda precisam se adaptar às regras, com a definição das taxas de juros.