Número de MEIs no Amazonas caiu 10%, em 2018

Do total de MEIs atuantes no Amazonas, quase 50% têm estabelecimento fixo (48,26%) e 20% configuram os negócios de porta em porta, locais móveis ou ambulante

Beatriz Gomes / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O número de Microempreendedores Individuais (Meis) no Amazonas caiu 10%, em 2018, comparado a 2017. De acordo com dados do Portal do Empreendedor, no ano passado, havia 63,4 mil inscritos, enquanto o total em 2017 chegou a 70,4 mil.

Do total de MEIs no Estado, quase 50% é estabelecimento fixo (48,26%) e 20% negócios de porta em porta, locais móveis ou ambulante. Outros 12,76% atuam por meio da internet e 10,54% em local fixo fora da loja. A maior parte desses microempreendedores é homem, 56%, enquanto as mulheres são 43%.

Estão entre as principais áreas de atuação dos MEIs, no Amazonas, o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios representam quase 10% de todos os inscritos ou 6,1 mil, em seguida, aparecem os minimercados, mercearias e armazéns com 3,7 mil. Com aproximadamente 1,9 mil inscritos estão o comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumarias e de higiene pessoal , além de lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares.

No Amazonas, os homens são 56% dos Meis e as mulheres são 43% (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Com relação à faixa etária, 83% estão entre 21 e 50 anos, sendo a maior parte encontrada na faixa entre 31 e 40 anos. Além de emitir o CNPJ, o MEI garante benefícios ao microempreendedor, como, por exemplo, ampliar as formas de pagamento e recebimento, maior chance de conseguir um empréstimo, emissão de notas fiscais, contribuição para o INSS de forma simples, entre outras vantagens.

Ao ampliar as possibilidades do negócio, tornar-se microempreendedor individual tem sido uma tendência no País, conforme indica Rodrigo Salem, sócio-fundador da MEI Fácil, plataforma digital para quem já é ou quer se tornar um microempreendedor individual, destacando o quanto tende a ser vantajoso aderir ao modelo. “Muitos trabalhadores acabam perdendo possibilidades de negócio por não serem regularizados. Emitir nota fiscal e oferecer outras formas de pagamento são pontos importantes para que o serviço se torne atrativo, alcançando mais consumidores”, afirma.

Em todo o País, estavam inscritos 7,73 milhões de CNPJs no MEI, em 2018, o resultado ficou estável com relação a 2017. Em 2018, mais de 500 mil microempresas foram excluídas do Simples Nacional por débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Quem não regularizou a situação foi excluído em 1º de janeiro.

Elas podem retornar ao regime especial, desde que quitem os débitos. O Simples Nacional beneficia micro e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.