PIB do Amazonas foi de R$ 98,7 bilhões em 2018

Descontada a Inflação medida pelo IPCA de 3,745%, o crescimento em relação ao PIB de 2017 foi de 2,15%. No quarto trimestre do ano passado, o Amazonas somou R$ 25,7 bilhões

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Produto Interno Bruto do Amazonas (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos, fechou 2018 com R$ 98,754 bilhões. Descontada a Inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,745%, a alta real foi de 2,15%, sobre os R$ 93 bilhões de 2017. Os valores são estimados pelo Sistema de Informações Governamentais do Amazonas (e-siga), divulgados nesta sexta-feira (1º).

O destaque na produção de riqueza do ano passado, no Amazonas, foi o setor de Serviços que registrou o melhor desempenho – uma participação de R$ 48,4 bilhões. A atividade da Indústria respondeu por R$ 29,2 bilhões e o setor de Agropecuária contribuiu com R$ 6,5 bilhões.

A análise do PIB do Estado foi baseada nos cálculos das Contas Trimestrais do País, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre do ano passado, foi registrado, no Amazonas, um crescimento nominal de 4,53% e crescimento real de 0,75%, o que totalizou R$ 25,7 bilhões sobre os R$ 24,8 bilhões do terceiro trimestre.

O setor de Serviços registrou o melhor desempenho (R$ 48,4 bilhões) (Foto: Elza Fiúza/ABr)

A leve recuperação pode ser verificada na evolução das contas no primeiro trimestre, uma soma de R$ 23,7 bilhões. No segundo trimestre, a soma foi de R$ 24,4 bilhões.

De acordo com o estudo do IBGE, o PIB do País fechou 2018 com um crescimento acumulado de 1,1% em relação ao ano anterior, o segundo crescimento consecutivo, que soma R$ 6,8 trilhões.

O consumo das famílias brasileiras foi o principal motor da economia no ano passado. Ainda assim, o Brasil ficou na 40ª posição em um ranking de crescimento econômico de 2018 com 42 países, segundo levantamento da consultoria Austin Asis. O crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) consolidado de 2018 colocou o País abaixo da média global de 3,7%.

O PIB permite analisar as dinâmicas das atividades econômicas e seus impactos sobre a economia. A metodologia do PIB faz uso do Sistema de Contas Nacionais do Brasil, implementada pelo IBGE, a partir de recomendações feitas pelas Organização das Nações Unidas (ONU).

A distância para os países emergentes do grupo Brics, que, além do Brasil, reúne China, Rússia, Índia, África do Sul, foi ainda maior. A média de crescimento no grupo foi de 5,1%. A Índia lidera o ranking, com alta estimada de 7,5% no ano, seguida pela China, cujos dados mostram alta de 6,6% no ano passado.