Polo Industrial de Manaus tem a menor média de empregos em 5 anos

Beatriz Gomes / portal@d24am.com

Manaus – O Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou o ano de 2016 com uma média mensal de 85.574 trabalhadores empregados, por mês, entre efetivos, temporários e terceirizados, a menor média dos últimos cinco anos. Os números são da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Mais de 6 mil postos de trabalho foram encerrados em 2016 nas fábricas da capital amazonense, repetindo o desempenho ruim dos dois anos anteriores, quando as demissões superaram as contratações.

Há três anos, em 2014, as empresas mantiveram uma média de 122,1 mil trabalhadores empregados, por mês. Um ano depois, houve uma queda para 105 mil e, finalmente, para 85,5 mil no ano passado.

Assim como os empregos, o faturamento das empresas também recuou 6,14%, passando de R$ 79,3 bilhões, em 2015, para R$ 74,4 bilhões em 2016 – o dado não desconta a inflação do período, de 7,17%, de acordo com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Quando a comparação é feita em dólar, a queda foi de US4 24 bilhões para US$ 21,8 bilhões: -9,28%.

A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, considerou como natural a oscilação negativa nos resultados do PIM em 2016. “Apesar de todas as dificuldades enfrentadas em 2016, chegar ao final do ano com um faturamento de quase R$ 75 bilhões e com mais de 85 mil empregos  é um resultado que deve ser destacado, pois demonstra que as empresas se mostraram firmes em manter a produção e enfrentar com determinação a crise econômica e política vivenciada no País”.

As medidas adotadas recentemente pelo governo federal já deverão se refletir na recuperação da confiança dos investidores e consumidores, na avaliação da superintendente.

 

Principais produtos

Em termos de volume de faturamento apresentado, os dez principais produtos fabricados pelo PIM em 2016 foram: TVs com tela de cristal líquido (US$ 3.3 bilhões); motocicletas, motonetas e ciclomotores (US$ 2.4 bilhões); telefones celulares (US$ 2.3 bilhões); condicionadores de ar do tipo split system (US$ 769.7 milhões); receptores de sinal de televisão (US$ 453 milhões); relógios de pulso e de bolso (US$ 369.1 milhões); aparelhos de barbear (US$ 305.4 milhões); fornos micro-ondas (US$ 281.8 milhões); autorrádios e aparelhos reprodutores de áudio (US$ 202 milhões); e microcomputadores portáteis (US$ 130,1 milhões).